sexta-feira, 29 de maio de 2009

Algo em comum

É engraçado que atravessamos anos... querendo ser algo que ainda não somos.
E desta fase, passamos direto para aquele estado em que já não somos o que já fomos.
Há algo em comum em todo o tempo.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma pena

Foi-se acabando ao longo dos anos, os axiomas escritos nas traseiras dos caminhões. O que eu acho efetivamente uma pena.
... E no ônibus da viagem de retorno da labuta, passo por um raro caminhão que ainda ostenta um adágio:
- Não há vitória sem luta.

Eu fico pensando que para mim isto faz sentido, mas é uma pena que para alguns não faça; e calha que a covardia/alienação/omissão de outrem, implica na minha derrota.

E reflito mais detidamente na ausência das frases, na alienação, na pusilanimidade, e vou me dando conta de que quase tudo na vida é uma pena.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

São Miguel e a reintegração de posse

A reintegração de posse executada em fazendas improdutivas assemelha-se ao trabalho celeste de São Miguel, expulsando o arcanjo Lúcifer dos domínios do céu.
Assemelha-se pelo sentido arrevesado que ostenta.

Aforismo LI

Minha vida seria infinitamente mais fácil se eu fosse menos íntegro do que sou.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

A morte e a catarse, mais uma dúvida

¿Por que as pessoas morrem?, perguntou alguém.
Ora, se no momento que seria o mais evoluído da humanidade, 1/4 do mundo passa fome, afora os que estão na miséria, afora a destruição intensa da natureza, afora tanta coisa, morrermos é quase uma catarse do planeta.

Ah, mas não necessariamente quem morre é culpado destas coisas, ¿não?
Não, ninguém é responsável por nada, eu já disse.
E, mesmo se fosse, é infinita a capacidade de arranjar justificativas para os próprios erros (a primeira de todas, é claro, é culpabilizar outrém).

Bem, o infinito compreende o ilimitável, é evidente, portanto, julgo não poder haver diferenciação de tudo que é infinito.
Pois bem, se houvesse, gostaria de saber o que é maior, sabendo que as duas coisas são infinitas:
a capacidade de arranjar justificativas ou a capacidade de se preocupar com aspectos íntimos da vida alheia.