Eu não namoraria uma
menina que me namoraria.
quinta-feira, 6 de julho de 2017
quinta-feira, 11 de maio de 2017
Planeta bola
Eduardo
Galeano, no delicioso livro Futebol ao sol e à sombra, relata a
pergunta de uma jornalista à teóloga alemã Dorothee Solle:
“– Como
a senhora explicaria a um menino o que é a felicidade?
– Não
explicaria – respondeu. – Daria uma bola para que jogasse.”
terça-feira, 2 de maio de 2017
O que ilumina também ofusca
É
interessante notar que em Gn 15,5, Javé leva Abrão (depois renomeado Abraão)
para fora da tenda e, num jogo com as palavras, o desafiou a contar as estrelas
se pudesse. Em seguida, afirmou ao pastor que sua descendência seria tão farta
quanto elas.
Muito
tempo se passou e hoje, sob vários aspectos, não vemos os mesmos céus que os
antigos viam.
Se
avançamos muito em quase todas as áreas, especialmente nas possibilidades de
maior conforto, por outro lado eventualmente também prosificamos nossa
realidade – até mesmo o céu já não é tão poético quanto outrora.
domingo, 16 de abril de 2017
domingo, 12 de fevereiro de 2017
Aforismo CXXII
“Dorme-se em muitos lugares até que se
encontre um em que você se encaixe perfeitamente. A este catre impecável eles
dão o nome de cova.”
domingo, 8 de janeiro de 2017
Da série constatações
A diferença entre “senso comum” e “bom
senso” é facilmente observada.
Senso
comum é o modo de pensar da maioria das pessoas. Já bom senso, claro, é aquilo que eu tenho.
Diga-se de passagem, é preciso ter algum
bom senso para perceber que esta análise compõe o senso comum.
sábado, 19 de novembro de 2016
Da série constatações
“Aquele que elabora uma política e é
incapaz de expô-la claramente aos outros está em pé de igualdade com quem
jamais pôde concebê-la” disse Péricles, filho de Xântipos, num discurso em
Atenas há dois milênios e alguns séculos.
¿Não lembra alguém que ocupou o cargo de
presidente da república no Brasil?
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Doenças incuráveis
Navegando pela internet, deparo-me com um site que anuncia em letras garrafais:
CURA QUÂNTICA BIOENERGÉTICA ESPIRITUAL
É aquele tipo de coisa que você não pode deixar de perder.
Só de ter lido o título já me senti um pouco mal, parecendo que os anticorpos do meu corpo reagiam para não ser infectado pelo vírus do embuste quântico.
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
Da serie constatações
Às vezes a gente olha pro corpo da gente e pensa "bem que eu poderia estar um pouquinho mais magro..."
Daí esse pensamento dá uma tristeza, e para nos reanimar, nada como irmos comer algo bem saboroso.
domingo, 3 de julho de 2016
quinta-feira, 16 de junho de 2016
terça-feira, 1 de março de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Da série constatações
Triste é dar-se conta de que, caso Jesus Cristo retornasse a terra hoje, com certeza ele seria assassinado por suas ideias, valores e crença religiosa, do mesmo modo que há mais de dois mil anos.
Parece que não evoluímos muito nos motivos que o fizeram vir a terra (não eram os tecnológicos).
Uma pergunta que se pode fazer é: ¿quem cometeria esta barbaridade?
Arrisco responder que algumas autoridades mantenedoras do status quo (notoriamente as do Estado) seriam especialmente propensas a fazê-lo.
Mas, se viesse a ser assassinado por conta de suas crenças religiosas, é certo que, por uma das ironias da história, não seria assassinado por ateus: mas por lideranças religiosas cristãs.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Da serie constatações
Triste é o país em que há cidadãos que vão para a rua protestar contra a corrupção e o fazem com a camisa que ostenta o brasão da CBF e, como se não bastasse, alguns levam a bandeira brasileira, mas queriam mesmo era morar em Miami.
Uma lástima.
domingo, 15 de novembro de 2015
Da serie perguntas que não querem calar
Seria o filósofo esloveno Slavoj Žižek uma espécie de Jean-Paul Sartre dos nossos dias?
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Salomão – uma história e um adágio
No Antigo testamento, especificamente no primeiro
livro dos Reis, 3,16-28, conta-se a história que duas prostitutas viviam
juntas, e uma teve um filho com apenas três dias de diferença da outra. Porém,
uma das crianças morreu à noite, e as mães se acusavam reciprocamente de terem
trocado o menino, de modo a parecer que fora o rebento da outra que falecera e
o seu permanecia vivo. Restara, portanto, uma criança para duas auto-atribuídas
mães. Elas dirigiram-se ao rei Salomão, em um costume antigo, pedindo que Sua Majestade fizesse justiça, tomando uma decisão sobre a demanda que as dividia.
Como solução para esta querela, o Rei israelita
pediu então uma espada para partir a criança ao meio, desta maneira cada uma das
mães ficaria com a metade do corpo do neném e ambas estariam satisfeitas. Ante
decisão tão severa, uma das mulheres preferiu ceder e entregar o filho inteiro
a outra do que vê-lo cortado. Esta outra, entretanto, concordou com a cruel
divisão do bebê em duas postas.
A pequena história poderia ser mais uma
das múltiplas decisões ásperas do Antigo Testamento, mas o rei Salomão, em um
gesto de sabedoria emanada do próprio Deus, manda então que se entregue a
criança viva e íntegra a primeira mulher, que preferira perder o filho a vê-lo
dividido. Aquela era a mãe.
Muito curioso é que ao término dessa
história, “todo o Israel ouviu a sentença
que o rei proferira, e temeu ao rei; porque viu que havia nele a sabedoria de
Deus para fazer justiça.”
De minha parte, sempre imaginei que a
justiça aplicada com sabedoria não seria algo a se temer, mas sim a se louvar. O
povo israelita parecia pensar diferente.
Não sei se algo mudou até os dias
hodiernos.
Em outro momento, o mesmo Salomão, em um
dos seus múltiplos adágios considerados inspirados (em vários sentidos),
afirmou que nada de novo havia de baixo do sol. Mais adiante, no Eclesiastes, esta frase é reforçada por Coélet (um personagem que atribui fabulosamente seus escritos a Salomão) asseverando que se alguém diz “Olha, isto é novo”, se equivoca, pois já ocorreu antes de nós.
Os dois sábios não só foram desmentidos literalmente pelos
avanços tecnológicos, que nos permitiram avançar para lá dos céus onde eles sequer imaginavam que alguém (ou alguma coisa enviada por nós) poderia certo dia
alcançar, mas mesmo metaforicamente, seus aforismos não se sustentam.
Isto porque, pra quem se atenta, a vida não para de nos surpreender.
Isto porque, pra quem se atenta, a vida não para de nos surpreender.
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