Pode ser considerado um mantra, um estilo, uma verdade universal, um resumo da minha vida, alguma coisa desta estirpe, o adágio que segue:
“Eu não vim ao mundo para mentir”.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Aforismo LII
A China de hoje está naquele estado da revolução dos bichos onde não há mais diferença entre porcos e homens.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Da série dúvidas
Um dia, quando já estávamos na beira do abismo, com disposição de seguir em frente, depois de muitas sombras e tormentos, ela falou:
- Você gosta de mim, mas também me odeia.
Eu neguei, é claro.
Depois, vi que ela tinha razão no que dissera.
E eu me pergunto: ¿Sempre tem que terminar assim?
- Você gosta de mim, mas também me odeia.
Eu neguei, é claro.
Depois, vi que ela tinha razão no que dissera.
E eu me pergunto: ¿Sempre tem que terminar assim?
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Algo em comum
É engraçado que atravessamos anos... querendo ser algo que ainda não somos.
E desta fase, passamos direto para aquele estado em que já não somos o que já fomos.
Há algo em comum em todo o tempo.
E desta fase, passamos direto para aquele estado em que já não somos o que já fomos.
Há algo em comum em todo o tempo.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Uma pena
Foi-se acabando ao longo dos anos, os axiomas escritos nas traseiras dos caminhões. O que eu acho efetivamente uma pena.
... E no ônibus da viagem de retorno da labuta, passo por um raro caminhão que ainda ostenta um adágio:
- Não há vitória sem luta.
Eu fico pensando que para mim isto faz sentido, mas é uma pena que para alguns não faça; e calha que a covardia/alienação/omissão de outrem, implica na minha derrota.
E reflito mais detidamente na ausência das frases, na alienação, na pusilanimidade, e vou me dando conta de que quase tudo na vida é uma pena.
... E no ônibus da viagem de retorno da labuta, passo por um raro caminhão que ainda ostenta um adágio:
- Não há vitória sem luta.
Eu fico pensando que para mim isto faz sentido, mas é uma pena que para alguns não faça; e calha que a covardia/alienação/omissão de outrem, implica na minha derrota.
E reflito mais detidamente na ausência das frases, na alienação, na pusilanimidade, e vou me dando conta de que quase tudo na vida é uma pena.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
São Miguel e a reintegração de posse
A reintegração de posse executada em fazendas improdutivas assemelha-se ao trabalho celeste de São Miguel, expulsando o arcanjo Lúcifer dos domínios do céu.
Assemelha-se pelo sentido arrevesado que ostenta.
Assemelha-se pelo sentido arrevesado que ostenta.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Da série definições
A "instituição" nada mais é do que uma criadora de dificuldades para vender facilidades.
Mas pode chamar de CREA.
Mas pode chamar de CREA.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A morte e a catarse, mais uma dúvida
¿Por que as pessoas morrem?, perguntou alguém.
Ora, se no momento que seria o mais evoluído da humanidade, 1/4 do mundo passa fome, afora os que estão na miséria, afora a destruição intensa da natureza, afora tanta coisa, morrermos é quase uma catarse do planeta.
Ah, mas não necessariamente quem morre é culpado destas coisas, ¿não?
Não, ninguém é responsável por nada, eu já disse.
E, mesmo se fosse, é infinita a capacidade de arranjar justificativas para os próprios erros (a primeira de todas, é claro, é culpabilizar outrém).
Bem, o infinito compreende o ilimitável, é evidente, portanto, julgo não poder haver diferenciação de tudo que é infinito.
Pois bem, se houvesse, gostaria de saber o que é maior, sabendo que as duas coisas são infinitas:
a capacidade de arranjar justificativas ou a capacidade de se preocupar com aspectos íntimos da vida alheia.
Ora, se no momento que seria o mais evoluído da humanidade, 1/4 do mundo passa fome, afora os que estão na miséria, afora a destruição intensa da natureza, afora tanta coisa, morrermos é quase uma catarse do planeta.
Ah, mas não necessariamente quem morre é culpado destas coisas, ¿não?
Não, ninguém é responsável por nada, eu já disse.
E, mesmo se fosse, é infinita a capacidade de arranjar justificativas para os próprios erros (a primeira de todas, é claro, é culpabilizar outrém).
Bem, o infinito compreende o ilimitável, é evidente, portanto, julgo não poder haver diferenciação de tudo que é infinito.
Pois bem, se houvesse, gostaria de saber o que é maior, sabendo que as duas coisas são infinitas:
a capacidade de arranjar justificativas ou a capacidade de se preocupar com aspectos íntimos da vida alheia.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Uma possibilidade
¿Imagine-se se Ernesto "Che" Guevara não tivesse asma?
Talvez a história de pobreza, humilhação e miséria da América Latina fosse bem outra.
Imagino-o como um "Alexandre, o Grande" sem a boiolagem.
Ou melhor, um Símon Bolívar moderno, em sua encarniçada luta contra a mesma serpente maldita.
Não posso não conceber, que de qualquer modo, ele morreria lutando.
Bravo e íntegro, como lhe competia.
Talvez a história de pobreza, humilhação e miséria da América Latina fosse bem outra.
Imagino-o como um "Alexandre, o Grande" sem a boiolagem.
Ou melhor, um Símon Bolívar moderno, em sua encarniçada luta contra a mesma serpente maldita.
Não posso não conceber, que de qualquer modo, ele morreria lutando.
Bravo e íntegro, como lhe competia.
Terra do Incrível
É realmente incrível que com a máfia (siciliana, camorra, o diabo que seja), a corrupção e a igreja católica, a Itália tenha conseguido se tornar um país desenvolvido.
E é ainda mais incrível que, tendo tal desenvolvimento, consiga a proeza de se enxovalhar perante o mundo e a si mesmo elegendo três vezes Silvio Burlesconi ao poder.
Vá lá entender a terra dos meus ancestrais.
E é ainda mais incrível que, tendo tal desenvolvimento, consiga a proeza de se enxovalhar perante o mundo e a si mesmo elegendo três vezes Silvio Burlesconi ao poder.
Vá lá entender a terra dos meus ancestrais.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Aforismo L
Sócrates legou Platão...
Platão legou Aristóteles...
Pergunta que não quer calar:
¿Aristóteles não deveria ter legado alguém?
Platão legou Aristóteles...
Pergunta que não quer calar:
¿Aristóteles não deveria ter legado alguém?
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Os Papéis
São poucas as oportunidades
Que um homem tem na vida
De mostrar a que veio
De lutar pelo que acredita
Páginas foram viradas
Mas não apagaram a história
Dos muitos que lutaram
Para tentar nos livrar da escória
E lutaram e morreram
E sangraram e pereceram
E suaram e sofreram
E choraram e perderam
E gritaram e venceram
Antes de tudo
Sabiam o que lhes cabia
Não se omitiam das responsabilidades
Quando não se lutava, é que se morria
¿E quando se está no meio da guerra
Com soldados que não querem lutar?
¿Como fazê-los ver que sua covardia
Ainda haverá de nos mutilar?
A omissão do dia-a-dia
Sobre o bem se informar
Obstará a alquimia
De se unir, organizar
Se em alguns sobra covardia
Como se só eles sentissem medo
A outros resta galhardia
E resguardam os temores em segredo
Defronte a truculência e o autoritarismo
Resplandece forte a verdade:
Uma pessoa só luta por uma causa
Porque sabe que tem responsabilidades
Com seu país, sua gente, sua classe
E não com o chefe, com desculpas, com o capital
Sabe que a pior desgraça do mundo
É a luta insana pelo individual
E no meio do conflito
Vem o abandono e a traição
Mas também vem um forte companheirismo
E a satisfação da verdadeira união
Depuram-se os guerreiros
Os covardes vão para o seu lugar
Não se quer criar mártires
Mas homens que sabem o papel
Que na vida tem de desempenhar
Ante o deserto da covardia
E o lixo da truculência
Os bravos não estão dispostos
A pedir clemência
Que todos escutem
O que temos a falar
Aqui há homens
Que não vão se acovardar
Dedicado a todos os que cumprem e cumpriram com seus papeis, especialmente a Francisco Tojeiro, Vitor Pádua, Marcelo Bié e Élson Rattes.
P.S: Parte da letra foi censurada. Não por medo, mas só pra não queimar cartuchos em vão. Devo frisar, porém, que esta parte pode não estar postada aqui, mas existe.
Que um homem tem na vida
De mostrar a que veio
De lutar pelo que acredita
Páginas foram viradas
Mas não apagaram a história
Dos muitos que lutaram
Para tentar nos livrar da escória
E lutaram e morreram
E sangraram e pereceram
E suaram e sofreram
E choraram e perderam
E gritaram e venceram
Antes de tudo
Sabiam o que lhes cabia
Não se omitiam das responsabilidades
Quando não se lutava, é que se morria
¿E quando se está no meio da guerra
Com soldados que não querem lutar?
¿Como fazê-los ver que sua covardia
Ainda haverá de nos mutilar?
A omissão do dia-a-dia
Sobre o bem se informar
Obstará a alquimia
De se unir, organizar
Se em alguns sobra covardia
Como se só eles sentissem medo
A outros resta galhardia
E resguardam os temores em segredo
Defronte a truculência e o autoritarismo
Resplandece forte a verdade:
Uma pessoa só luta por uma causa
Porque sabe que tem responsabilidades
Com seu país, sua gente, sua classe
E não com o chefe, com desculpas, com o capital
Sabe que a pior desgraça do mundo
É a luta insana pelo individual
E no meio do conflito
Vem o abandono e a traição
Mas também vem um forte companheirismo
E a satisfação da verdadeira união
Depuram-se os guerreiros
Os covardes vão para o seu lugar
Não se quer criar mártires
Mas homens que sabem o papel
Que na vida tem de desempenhar
Ante o deserto da covardia
E o lixo da truculência
Os bravos não estão dispostos
A pedir clemência
Que todos escutem
O que temos a falar
Aqui há homens
Que não vão se acovardar
Dedicado a todos os que cumprem e cumpriram com seus papeis, especialmente a Francisco Tojeiro, Vitor Pádua, Marcelo Bié e Élson Rattes.
P.S: Parte da letra foi censurada. Não por medo, mas só pra não queimar cartuchos em vão. Devo frisar, porém, que esta parte pode não estar postada aqui, mas existe.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Aforismo XLIX
Existem muito mais pessoas precisando serem ajudadas do que pessoam precisando serem punidas.
quarta-feira, 18 de março de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
O dia em que a terra prosseguiu
Recentemente assisti o filme “O dia em que a terra parou”, uma espécie de cópia ideológica do filme “Fim dos tempos”. E, duas frases me marcaram, que gostaria de dividir aqui com vocês.
Keanu Reeves é um extra-terrestre que desembarca nos EUA (obviamente só podia ser lá, tudo nos filmes de Hollywood acontece em Manhatan).
Claro que ao chegar, o ET foi atacado pelos cândidos estadunidenses, a despeito de não ter tido nenhuma ação agressiva. Seriam os “ataques preventivos”, como os monstros ideólogos da guerra costumam alcunhá-los.
Pois bem, depois do ataque, quando Keanu começa a conversar com as pessoas, uma mulher pergunta (mais ou menos com estas palavras):
- ¿O que você veio fazer aqui?
- Vim salvar o planeta.
E, mais adiante, esta mulher fala sobre o nosso planeta, no que ele interrompe:
- ¿Nosso? ¿Quem disse que o planeta é de vocês (seres humanos)?
Corta, esta é a bela frase do filme.
Mais adiante, ele diz que deseja falar com os representantes do mundo que estão reunidos num congresso da ONU. Como é impedido de ir, insiste que necessita falar com os representantes do mundo, no que esta mesma mulher responde:
- Sou a secretária de defesa e represento o presidente dos Estados Unidos da América.
E, ouvindo aquilo, percebi que a missão Barack Obama é mais ampla e profunda do que parece. Enfrentar tanta arrogância – e arrogância sempre leva ao cadafalso, mais cedo ou mais tarde – é uma tarefa inglória e, eu diria, quase inextrincável.
George War Bush não é um ponto fora da curva, é um produto criado por este tipo de ótica, que permeia enormemente tal país.
Por alguma clarividência de quem fez o filme, o ET não julga que falar com o representante dos EUA signifique falar com o mundo.
Palmas ao ET.
Pela nossa imprensa gorda, pelos partidos políticos da direita (PSDB e Demos), por exemplo, bastaria.
Keanu Reeves é um extra-terrestre que desembarca nos EUA (obviamente só podia ser lá, tudo nos filmes de Hollywood acontece em Manhatan).
Claro que ao chegar, o ET foi atacado pelos cândidos estadunidenses, a despeito de não ter tido nenhuma ação agressiva. Seriam os “ataques preventivos”, como os monstros ideólogos da guerra costumam alcunhá-los.
Pois bem, depois do ataque, quando Keanu começa a conversar com as pessoas, uma mulher pergunta (mais ou menos com estas palavras):
- ¿O que você veio fazer aqui?
- Vim salvar o planeta.
E, mais adiante, esta mulher fala sobre o nosso planeta, no que ele interrompe:
- ¿Nosso? ¿Quem disse que o planeta é de vocês (seres humanos)?
Corta, esta é a bela frase do filme.
Mais adiante, ele diz que deseja falar com os representantes do mundo que estão reunidos num congresso da ONU. Como é impedido de ir, insiste que necessita falar com os representantes do mundo, no que esta mesma mulher responde:
- Sou a secretária de defesa e represento o presidente dos Estados Unidos da América.
E, ouvindo aquilo, percebi que a missão Barack Obama é mais ampla e profunda do que parece. Enfrentar tanta arrogância – e arrogância sempre leva ao cadafalso, mais cedo ou mais tarde – é uma tarefa inglória e, eu diria, quase inextrincável.
George War Bush não é um ponto fora da curva, é um produto criado por este tipo de ótica, que permeia enormemente tal país.
Por alguma clarividência de quem fez o filme, o ET não julga que falar com o representante dos EUA signifique falar com o mundo.
Palmas ao ET.
Pela nossa imprensa gorda, pelos partidos políticos da direita (PSDB e Demos), por exemplo, bastaria.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Aforismo XLVI
Quando Nicolau Maquiavel afirmou em sua obra que era preferível aos governantes serem temidos que amados, o autor, talvez sem saber, esbarrou num dos principais paradigmas religiosos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Aforismo XLV
É uma lástima que, normalmente, estar em paz consigo, implica que deva-se estar sozinho.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Sobre o aliado bomba e a ignorância
1 - Imagine-se que o Brasil tornasse a ser colônia de Portugal.
2 – Em outra ponta, muitos crimes são cometidos dentro do território espanhol e em países próximos contra argentinos. Argentina, como a conhecemos, não existia. Os argentinos não tinham país há muitos e muitos séculos, tendo sido reduzidos a um povo sem pátria, vivendo em muitas nações, sofrendo preconceitos e toda sorte de maldades em vários deles.
3 – Depois de muito sofrimento, os argentinos são libertados de sua dor. Porém, ninguém os quer. Por isto, a Inglaterra, os EUA e a ONU os mandam para o Brasil. O Brasil deixa de ser colônia, mas vê amputado seu território, pois, segundo argumento alegado, mais de mil e quinhentos anos atrás (quando sequer havia países como conhecemos hoje), os argentinos viveram aqui, em nossa terra.
4 - Por que não criar um território lá, onde os argentinos viviam, por que aqui?
5 – Não aceitando o fato, os brasileiros, apoiados pelos vizinhos sul-americanos, decidem lutar contra a Argentina que foi criada sobre o Brasil. Porém, os EUA apóiam militarmente a Argentina e, ela não só vence, como toma parte dos territórios da Bolívia, do Peru, e toma a maior parte do Brasil. Nossa pátria fica reduzida aos estados de Rondônia e Sergipe. Como sabemos, Rondônia e Sergipe sequer têm fronteiras entre si. Ou seja, as partes restantes do nosso país ainda ficam separadas. A Argentina no meio, tendo conquistado militarmente um território muito maior do que fora “benevolamente” “doado” pela ONU.
5 – Como não poderia deixar de ser, grande parte da população brasileira ficou no que passou a ser a Argentina. Nestes lugares, numa terra que é sua, onde propriamente nasceram, os brasileiros passam a sofrer todo o tipo de humilhações: são tratados como sub-raça, têm os piores empregos, são maltratados pelo exército argentino, não tem um país que possam chamar de seu, etc., e são abandonados pela comunidade internacional, mais preocupada com os “inquestionáveis” interesses argentinos.
6 – Como era de se esperar, alguns bravos brasileiros insurgem-se contra estas iniquidades. Passam a lutar, com as armas que possuem contra a Argentina, para defender o Brasil.
Pergunto:
¿Os combatentes brasileiros poderiam ser chamados de terroristas?
¿Eles não seriam frutos das circunstâncias a que estão sendo submetidos?
¿Um patriota agiria diferente disto?
Concatenando à nossa triste realidade: ¿como, ter integridade e não tomar partido a favor da Palestina?
Cito Saramago: “Israel quer que nos sintamos culpados, todos nós, directa ou indirectamente, dos horrores do Holocausto, Israel quer que renunciemos ao mais elementar juízo crítico e nos transformemos em dócil eco da sua vontade, Israel quer que reconheçamos de jure o que para eles é já um exercício de facto: a impunidade absoluta. Do ponto de vista dos judeus, Israel não poderá nunca ser submetido a julgamento, uma vez que foi torturado, gaseado e queimado em Auschwitz. Pergunto-me se esses judeus que morreram nos campos de concentração nazis, esses que foram trucidados nos pogromes, esses que apodreceram nos guetos, pergunto-me se essa imensa multidão de infelizes não sentiria vergonha pelos actos infames que os seus descendentes vêm cometendo. Pergunto-me se o facto de terem sofrido tanto não seria a melhor causa para não fazerem sofrer os outros.(...) Ah, sim, as horrendas matanças de civis causadas pelos terroristas suicidas… Horrendas, sim, sem dúvida, condenáveis, sim, sem dúvida, mas Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba”.
Desde Harry Truman, este câncer que assolou os EUA, este país alterou lobregamente sua política externa (com uma leve amenização no governo Carter), passando a não só a avalizar, como apoiar militarmente Israel em tudo o que este país intencionasse fazer, independente da causa e dos motivos.
Carece perguntar, singelamente, se realmente vale a pena ter um país, qualquer país, como aliado, se sabemos que ele destrói todos os princípios que nós dizemos (ou pretendemos) observar.
Os nossos próprios princípios se escoam quando nos omitimos perante tais atitudes, quando avalizamos tais atitudes, que dirá de quando apoiamos maciçamente tais atitudes... E, isto tudo, pelo singelo preço de... termos um aliado.
¿Vale a pena?
É uma pergunta, relevante pergunta, em qualquer tipo de aliança que se faça em política (perdoem-me, escuso-me aqui de tratar do PMDB).
Voltando a pergunta 4: por que não criar um território lá, onde os israelenses viviam, por que em cima da Palestina?
Porque, justificam eles, este é o território sagrado, dos israelitas, deste povo, “escolhido de Deus”, segundo diversas passagens da bíblia.
Muito me espanta que todo um povo possa sentir-se melhor do que outro, argumentando que Deus o prefere, o escolheu, sabe-se lá por quais razões.
Eu, cá com minha ignorância religiosa, a despeito da Bíblia dizer o oposto, sempre julguei que o Pai Celestial tivesse mais apreço pela humanidade como um todo, e não especificamente por alguns terem, pelo acaso do destino, nascido em determinado lugar. Pode-se ter, dependendo do tipo de crença, a convicção de que Deus nos escolheu especificamente para certo lugar. Tudo bem, pode ser uma opinião válida, vai saber. Porém, tanto se nascemos onde nascemos pelos desígnios insondáveis do destino, quanto pelo desejo específico de Deus, em qualquer uma das formas, não tivemos controle nenhum sobre tal feito, donde, ¿como poderíamos ser culpados, ou abençoados, por tal acontecimento?
¿Que mente brilhante pode chegar a conclusão de que se é “escolhido de Deus” por simplesmente ter nascido em determinado lugar?
Estas perguntas denotam para os judeus e para os cristãos uma evidência incontrastável da ignorância deste que escreve, é claro.
Como todos aqueles que ousam criticar Israel, de acordo com eles, são anti-semitas, julgo que acabarão por me incluir como partidário dos nazistas.
Logo eu, que sou comunista, o que é, em outros termos, ser exatamente o avesso de um nazista.
Mas tudo bem, ¿fazer o que?
Não há argumentos contra a imbecilidade e/ou o fanatismo.
2 – Em outra ponta, muitos crimes são cometidos dentro do território espanhol e em países próximos contra argentinos. Argentina, como a conhecemos, não existia. Os argentinos não tinham país há muitos e muitos séculos, tendo sido reduzidos a um povo sem pátria, vivendo em muitas nações, sofrendo preconceitos e toda sorte de maldades em vários deles.
3 – Depois de muito sofrimento, os argentinos são libertados de sua dor. Porém, ninguém os quer. Por isto, a Inglaterra, os EUA e a ONU os mandam para o Brasil. O Brasil deixa de ser colônia, mas vê amputado seu território, pois, segundo argumento alegado, mais de mil e quinhentos anos atrás (quando sequer havia países como conhecemos hoje), os argentinos viveram aqui, em nossa terra.
4 - Por que não criar um território lá, onde os argentinos viviam, por que aqui?
5 – Não aceitando o fato, os brasileiros, apoiados pelos vizinhos sul-americanos, decidem lutar contra a Argentina que foi criada sobre o Brasil. Porém, os EUA apóiam militarmente a Argentina e, ela não só vence, como toma parte dos territórios da Bolívia, do Peru, e toma a maior parte do Brasil. Nossa pátria fica reduzida aos estados de Rondônia e Sergipe. Como sabemos, Rondônia e Sergipe sequer têm fronteiras entre si. Ou seja, as partes restantes do nosso país ainda ficam separadas. A Argentina no meio, tendo conquistado militarmente um território muito maior do que fora “benevolamente” “doado” pela ONU.
5 – Como não poderia deixar de ser, grande parte da população brasileira ficou no que passou a ser a Argentina. Nestes lugares, numa terra que é sua, onde propriamente nasceram, os brasileiros passam a sofrer todo o tipo de humilhações: são tratados como sub-raça, têm os piores empregos, são maltratados pelo exército argentino, não tem um país que possam chamar de seu, etc., e são abandonados pela comunidade internacional, mais preocupada com os “inquestionáveis” interesses argentinos.
6 – Como era de se esperar, alguns bravos brasileiros insurgem-se contra estas iniquidades. Passam a lutar, com as armas que possuem contra a Argentina, para defender o Brasil.
Pergunto:
¿Os combatentes brasileiros poderiam ser chamados de terroristas?
¿Eles não seriam frutos das circunstâncias a que estão sendo submetidos?
¿Um patriota agiria diferente disto?
Concatenando à nossa triste realidade: ¿como, ter integridade e não tomar partido a favor da Palestina?
Cito Saramago: “Israel quer que nos sintamos culpados, todos nós, directa ou indirectamente, dos horrores do Holocausto, Israel quer que renunciemos ao mais elementar juízo crítico e nos transformemos em dócil eco da sua vontade, Israel quer que reconheçamos de jure o que para eles é já um exercício de facto: a impunidade absoluta. Do ponto de vista dos judeus, Israel não poderá nunca ser submetido a julgamento, uma vez que foi torturado, gaseado e queimado em Auschwitz. Pergunto-me se esses judeus que morreram nos campos de concentração nazis, esses que foram trucidados nos pogromes, esses que apodreceram nos guetos, pergunto-me se essa imensa multidão de infelizes não sentiria vergonha pelos actos infames que os seus descendentes vêm cometendo. Pergunto-me se o facto de terem sofrido tanto não seria a melhor causa para não fazerem sofrer os outros.(...) Ah, sim, as horrendas matanças de civis causadas pelos terroristas suicidas… Horrendas, sim, sem dúvida, condenáveis, sim, sem dúvida, mas Israel ainda terá muito que aprender se não é capaz de compreender as razões que podem levar um ser humano a transformar-se numa bomba”.
Desde Harry Truman, este câncer que assolou os EUA, este país alterou lobregamente sua política externa (com uma leve amenização no governo Carter), passando a não só a avalizar, como apoiar militarmente Israel em tudo o que este país intencionasse fazer, independente da causa e dos motivos.
Carece perguntar, singelamente, se realmente vale a pena ter um país, qualquer país, como aliado, se sabemos que ele destrói todos os princípios que nós dizemos (ou pretendemos) observar.
Os nossos próprios princípios se escoam quando nos omitimos perante tais atitudes, quando avalizamos tais atitudes, que dirá de quando apoiamos maciçamente tais atitudes... E, isto tudo, pelo singelo preço de... termos um aliado.
¿Vale a pena?
É uma pergunta, relevante pergunta, em qualquer tipo de aliança que se faça em política (perdoem-me, escuso-me aqui de tratar do PMDB).
Voltando a pergunta 4: por que não criar um território lá, onde os israelenses viviam, por que em cima da Palestina?
Porque, justificam eles, este é o território sagrado, dos israelitas, deste povo, “escolhido de Deus”, segundo diversas passagens da bíblia.
Muito me espanta que todo um povo possa sentir-se melhor do que outro, argumentando que Deus o prefere, o escolheu, sabe-se lá por quais razões.
Eu, cá com minha ignorância religiosa, a despeito da Bíblia dizer o oposto, sempre julguei que o Pai Celestial tivesse mais apreço pela humanidade como um todo, e não especificamente por alguns terem, pelo acaso do destino, nascido em determinado lugar. Pode-se ter, dependendo do tipo de crença, a convicção de que Deus nos escolheu especificamente para certo lugar. Tudo bem, pode ser uma opinião válida, vai saber. Porém, tanto se nascemos onde nascemos pelos desígnios insondáveis do destino, quanto pelo desejo específico de Deus, em qualquer uma das formas, não tivemos controle nenhum sobre tal feito, donde, ¿como poderíamos ser culpados, ou abençoados, por tal acontecimento?
¿Que mente brilhante pode chegar a conclusão de que se é “escolhido de Deus” por simplesmente ter nascido em determinado lugar?
Estas perguntas denotam para os judeus e para os cristãos uma evidência incontrastável da ignorância deste que escreve, é claro.
Como todos aqueles que ousam criticar Israel, de acordo com eles, são anti-semitas, julgo que acabarão por me incluir como partidário dos nazistas.
Logo eu, que sou comunista, o que é, em outros termos, ser exatamente o avesso de um nazista.
Mas tudo bem, ¿fazer o que?
Não há argumentos contra a imbecilidade e/ou o fanatismo.
domingo, 28 de dezembro de 2008
Quase dois aforismos
Não ingresso numa luta pela certeza da vitória, mas pela justiça da causa.
Não é pra me tornar um herói. É somente pra dormir em paz.
P.S: Esta ideia foi exposta no presente. Acredito que no pretérito, bem caberia como epitáfio.
Não é pra me tornar um herói. É somente pra dormir em paz.
P.S: Esta ideia foi exposta no presente. Acredito que no pretérito, bem caberia como epitáfio.
O silêncio como resposta
Estava eu andando pela minha rua, passo por uma igreja minúscula, onde um pastor fala em um microfone. É claro, não cabe rezar, tem que gritar, tem que estrondar, tem que atordoar, tem que fazer com que o som chegue literalmente aos céus, como se Deus fosse surdo.
E, enquanto andava, ouvi as palavras do pastor, não exatamente estas, mas com este sentido:
- Esta noite, Deus me deu autoridade para estar aqui e promover a cura.
Tratava de doenças, pelo resto das palavras que captei.
E, perante a tamanha ignorância, de quem falava e especialmente, de quem escutava candidamente, eu não soube o que dizer.
E, enquanto andava, ouvi as palavras do pastor, não exatamente estas, mas com este sentido:
- Esta noite, Deus me deu autoridade para estar aqui e promover a cura.
Tratava de doenças, pelo resto das palavras que captei.
E, perante a tamanha ignorância, de quem falava e especialmente, de quem escutava candidamente, eu não soube o que dizer.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ainda sem perdão
Bem, tenho de admitir. Os últimos três filmes que assisti com Leonardo Di Caprio foram muito bons: Os Infiltrados, Diamante de Sangue e Rede de Mentiras.
Entretanto, ele ainda não está perdoado por causa de Titanic.
Entretanto, ele ainda não está perdoado por causa de Titanic.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Pétalas ensanguentadas
¿Como se segue uma sina
Senão seguindo os cromossomos?
¿Como tudo sempre termina
Senão deplorando o que somos?
¿Faz sentido numa roda qualquer
Falar sobre o que bate tão fundo?
Haverá espaço para reclamar
Mas não é assim que se muda o mundo
Caem pétalas ensangüentadas
Fingimos que não vimos nada
As lágrimas secam nas cidades
Só voltando a marejar em avançada idade
A laboriosa luta de um povo
Pode ser singelamente desprezada
O descoco dos ignotos
Vampiros da massa explorada
Quando o rio não chega ao mar
O mar chega até o rio
Por mais que tenhamos sede
Sempre a desculpa do estio
¿Se estamos no cativeiro
Onde encontraremos harmonia?
¿Sobre caudaloso chuveiro?
¿Nos olhos de uma guria?
Inconclusas respostas
Sempre com um porém
Sabemos que cumprimos ordem
Sem saber de onde elas vêm
Mil e um alvos perto de você
Mil pessoas ao seu redor
Não há jogo sem um a perder
Não há cadeia que possa ser maior
Mesmo que nada temas
Há uma sombra te perseguindo
Cabe a nós nos livrarmos das algemas
E atacar quem sempre esteve rindo
Não da própria desgraça
Mas da miséria alheia
Vivendo em outro mundo
Sem ver que tudo em volta incendeia
Diariamente vão nos dizendo
Que é isto a que temos direito
Mas há algo que estão escondendo
Temem que façamos o que deve ser feito
Por mais que sentem sobre as cinzas de tantos
Supondo que sempre seremos otários
Não me basta só o olhar da guria
Só me saciará a vitória dos proletários
Senão seguindo os cromossomos?
¿Como tudo sempre termina
Senão deplorando o que somos?
¿Faz sentido numa roda qualquer
Falar sobre o que bate tão fundo?
Haverá espaço para reclamar
Mas não é assim que se muda o mundo
Caem pétalas ensangüentadas
Fingimos que não vimos nada
As lágrimas secam nas cidades
Só voltando a marejar em avançada idade
A laboriosa luta de um povo
Pode ser singelamente desprezada
O descoco dos ignotos
Vampiros da massa explorada
Quando o rio não chega ao mar
O mar chega até o rio
Por mais que tenhamos sede
Sempre a desculpa do estio
¿Se estamos no cativeiro
Onde encontraremos harmonia?
¿Sobre caudaloso chuveiro?
¿Nos olhos de uma guria?
Inconclusas respostas
Sempre com um porém
Sabemos que cumprimos ordem
Sem saber de onde elas vêm
Mil e um alvos perto de você
Mil pessoas ao seu redor
Não há jogo sem um a perder
Não há cadeia que possa ser maior
Mesmo que nada temas
Há uma sombra te perseguindo
Cabe a nós nos livrarmos das algemas
E atacar quem sempre esteve rindo
Não da própria desgraça
Mas da miséria alheia
Vivendo em outro mundo
Sem ver que tudo em volta incendeia
Diariamente vão nos dizendo
Que é isto a que temos direito
Mas há algo que estão escondendo
Temem que façamos o que deve ser feito
Por mais que sentem sobre as cinzas de tantos
Supondo que sempre seremos otários
Não me basta só o olhar da guria
Só me saciará a vitória dos proletários
Aforismo XLIII
Quem nos dera que plutocracia fosse o regime de governo no qual o poder emana do cachorro do Mickey.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Doce engano
Eis que em alguma promoção qualquer, meses atrás, compro um livro que tem mais de três milhões de cópias, “O Guardião de Memórias”. Ressabiado com grandes números de vendas como referência, tentando me esquecer da leitura de “O Código Da Vinci”, acabo temendo pelo pior.
Como já foi dito, os livros de auto-ajuda resolvem todos os seus problemas enquanto você os está lendo, e nenhum quando você termina de ler. São mais ou menos o axé, o pagode, o funk da literatura. Não é à toa que vendem mais.
E quando abro o “Guardião”, pulula um folheto colorido de outras obras que fecham o ciclo do meu temor.
Não sei se sou capaz de demonstrar claramente o que quero dizer, talvez o título das obras também faça o leitor me compreender.
“Peça e será atendido”, “Você é o líder da sua vida”, “O motorista e o milionário – uma história sobre as escolhas que nos levam ao sucesso ou ao fracasso”, “Fique mais jovem a cada ano”, “Abrace seus clientes”, “Desenvolva sua inteligência emocional”, “O sucesso é mais simples do que você pensa”, “O que aprendi com meu carteiro sobre o trabalho e a vida”, “Amigos de verdade” (na capa um cão e um gato), “O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança”, “Transformando suor em ouro”, “O que toda mulher inteligente deve saber”, “Jesus, o maior psicólogo que já existiu”, “Os segredos da mente milionária”, “Como se tornar um líder servidor”, “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”, “Como conquistar as pessoas”, “Desvendando os segredos da linguagem corporal”, “Dez leis para ser feliz”, “Seja líder de si mesmo”, “Jesus, o maior líder que já existiu”, “O poder da paciência”, “Por que os homens mentem e as mulheres choram?”, “Não leve a vida tão a sério”, “Enquanto o amor não vem”, “O poder do agora”, “As regras do trabalho”, “As cinco pessoas que você encontra no céu”, “A última grande lição – o sentido da vida”, “Como se tornar mais organizado e produtivo”, “Networking: desenvolva sua carreira criando bons relacionamentos”, alguns livros de Dan Brown (autor que, como já disse, tive o desprazer de ler) e muitos livros de Augusto Cury (autor que jamais terei o desprazer de ler).
Prestes a pedir uma sacola de vômito, escondo o encarte dentro do livro e começo a lê-lo com uma orelha atrás da pulga.
E para minha surpresa... a obra é muito boa! Com uma atmosfera ora tensa, ora triste (como parece ser moda).
Bem que eu queria ter doces enganos como este mais vezes.
Não é tão comum, infelizmente.
Como já foi dito, os livros de auto-ajuda resolvem todos os seus problemas enquanto você os está lendo, e nenhum quando você termina de ler. São mais ou menos o axé, o pagode, o funk da literatura. Não é à toa que vendem mais.
E quando abro o “Guardião”, pulula um folheto colorido de outras obras que fecham o ciclo do meu temor.
Não sei se sou capaz de demonstrar claramente o que quero dizer, talvez o título das obras também faça o leitor me compreender.
“Peça e será atendido”, “Você é o líder da sua vida”, “O motorista e o milionário – uma história sobre as escolhas que nos levam ao sucesso ou ao fracasso”, “Fique mais jovem a cada ano”, “Abrace seus clientes”, “Desenvolva sua inteligência emocional”, “O sucesso é mais simples do que você pensa”, “O que aprendi com meu carteiro sobre o trabalho e a vida”, “Amigos de verdade” (na capa um cão e um gato), “O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança”, “Transformando suor em ouro”, “O que toda mulher inteligente deve saber”, “Jesus, o maior psicólogo que já existiu”, “Os segredos da mente milionária”, “Como se tornar um líder servidor”, “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?”, “Como conquistar as pessoas”, “Desvendando os segredos da linguagem corporal”, “Dez leis para ser feliz”, “Seja líder de si mesmo”, “Jesus, o maior líder que já existiu”, “O poder da paciência”, “Por que os homens mentem e as mulheres choram?”, “Não leve a vida tão a sério”, “Enquanto o amor não vem”, “O poder do agora”, “As regras do trabalho”, “As cinco pessoas que você encontra no céu”, “A última grande lição – o sentido da vida”, “Como se tornar mais organizado e produtivo”, “Networking: desenvolva sua carreira criando bons relacionamentos”, alguns livros de Dan Brown (autor que, como já disse, tive o desprazer de ler) e muitos livros de Augusto Cury (autor que jamais terei o desprazer de ler).
Prestes a pedir uma sacola de vômito, escondo o encarte dentro do livro e começo a lê-lo com uma orelha atrás da pulga.
E para minha surpresa... a obra é muito boa! Com uma atmosfera ora tensa, ora triste (como parece ser moda).
Bem que eu queria ter doces enganos como este mais vezes.
Não é tão comum, infelizmente.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
As cobras
Os policiais militares continuamente se voltam contra o próprio povo do qual fazem parte.
Assemelham-se demasiado aos antigos capitães de mato que, apesar de negros, caçavam, maltratavam e humilhavam os da sua cor.
É como uma cobra que devora o próprio rabo.
Que sina.
Assemelham-se demasiado aos antigos capitães de mato que, apesar de negros, caçavam, maltratavam e humilhavam os da sua cor.
É como uma cobra que devora o próprio rabo.
Que sina.
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