segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Solidão Literária

Engraçadas são as coisas. Ninguém deve vir aqui neste blog, além de mim. Nem os outros escritores do próprio blog por aqui dão as caras (!).
Daí, com esta concepção, fico mais inclinado a discorrer sobre as efemérides que me acossam de maneira mais intensa. Empolgo-me. Por enquanto, mostro tristeza, mostro o sorriso, mostro alegria, mas eu mesmo, não.

Talvez caiba desabafar, jogar pus, porra, sangue, merda, lágrima, pra fora, mesmo...

Nem tudo convém ser mostrado, é evidente. Muitas vezes nem para nós mesmos. Mas já que to sozinho, é menos pior, né?

Porém, há uma incerteza que me inquieta.
Vai que tenho milhares de fãs silenciosos?

Ou pior: a quem eu dou mil toques complementando as idéias que posto aqui, demandando respostas que soçobrariam caso já tivesse lido estas linhas retas feitas no dorso inclinado da minha vida.
Mas não...
Tudo parece ser meio distante, alheio... nada de retorno. Ou de “feedback” como dizem os idiotas.
Ultimamente tenho pensado que é melhor assim. Maldita hora foi a que expressei descontentamento por esta desatenção. É um direito pleno. Onde eu estava com a cabeça? Agora lá vem o remorso, minha sombra incurável.

Voltando ao assunto: já não é hora de mostrar o que não se deve?

Os punhos estão renhidos, os dentes cerrados e o alvo está próximo.
Falta pouco.

Um comentário:

bruna disse...

adorei o blog, e eu visito aaqui sim taa?! rs continue assim super bacana tdd..