Hoje em dia muito se fala sobre a terceira idade ou a melhor idade. Sinceramente não vejo por que ela seria a melhor idade. Pois é um momento em nossas vidas de descompasso entre os desejos da alma (que necessariamente não envelhece), e as possibilidades de um corpo alquebrado pelo tempo. Devem existir algumas vantagens. Mas tirando os passes especiais nos meios de transporte, e a preferência nas filas de bancos, só me ocorrem duas. Uma delas ouvi da minha madrinha. Que afirma que os idosos tem a vantagem de poder falar o que quiserem. Por dois motivos: primeiro que ninguém os ouve mesmo, e segundo que mesmo ouvindo não se importam. Pois os comentários mais ácidos são tidos como sandices. A segunda vantagem descobri nas academias de ginástica, depois que fiz 40 anos. O que não chega a ser uma idade avançada, mas funciona como um alerta, pois de repente você percebe que metade da sua expectativa de vida já passou. Mas voltemos à academia. Me digam uma coisa, alguém gosta de abdominal? Existe exercício mais sacrificado e chato? Eu desconheço. Pois bem, depois dos 40 ninguém te força a fazer mais nenhum exercício. Inclusive abdominais. Os professores ficam apavorados achando que vamos ter um ataque cardíaco e fazem vista grossa.
Mas deixando de lado a filosofia de botequim. Sabe, sou uma pessoa que acredita piamente na evolução do espírito. Que estamos aqui para aprender uns com os outros. Aprender a nos conhecer melhor, a eliminar nossos defeitos e a exercitar nossas qualidades. E que para isso precisamos tomar consciência do que nos serve, do que nos faz felizes. E do que nos atrasa, faz sofrer, humilha, puxa pra baixo e destrói nossos sonhos. Para que não precisemos repetir, no fim da vida, o desabafo do grande Jorge Luis Borges, que disse:
“cometi o pior dos pecados que um homem pode cometer. Não fui feliz”.
E por isso é preocupante ver as pessoas enaltecendo a “melhor idade”. Como uma época de nossas vidas onde teríamos tempo, dinheiro e menos responsabilidades. Sendo assim o momento ideal para viver. Como se a vida nos espera-se. Como se pudéssemos dizer ao tempo: “detêm-te, pois no momento minha agenda esta lotada”. Como se o dia-a-dia não fosse importante. Como se fosse natural viver sem prestar atenção no caminho até o trabalho, nos almoços de domingo, no abraço da pessoa amada, no primeiro balbuciar de um filho dizendo “Te amo”, pois teríamos um momento mais propício para aproveitar tudo isso. Só que o presente, essa entidade mágica onde se encontram passado e futuro, é a única coisa que temos. E precisa ser vivido intensamente, senão traz sérios riscos colaterais. Ou no dizer de Vergílio Ferreira:
“Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica. E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és. Assim o dom estúpido e miraculoso da vida não será a estupidez maior de o não teres cumprido integralmente, de o teres desperdiçado numa vida que terá fim.”
Portanto meus amigos “carpe diem”. Deliciem-se com cada momento de suas vidas que de banal não tem nada, pois é único. Pensem nos conselhos de Don Herold, em Instantes:
“Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais
sorvetes e menos lentilha, teria mais problemas
reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.”
E sejam felizes agora.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Poesia de reconciliação
Pássaro Mudo
Ó grande pássaro,
Tua beleza é esplendorosa,
Teu ser inebriante,
Tua paciência amorosa
Ó grande pássaro,
parceiro constante,
somente pela Tua natureza transcendental,
sobrevives às ofensas que cometo a cada instante
Ó pássaro mudo,
que, assim, a tudo assiste
perdoe-me a ignorância, o esquecimento,
e a maldade que em mim existe
perdoe-me o amor , que embotado resiste
Agora sei quem és Tu, ó pássaro gigante,
sei porque nunca me abandonas
e porque nunca anda em bandos
Agora sei porque me proteges e porque devo servir-Te.
Ó grande pássaro,
Tua beleza é esplendorosa,
Teu ser inebriante,
Tua paciência amorosa
Ó grande pássaro,
parceiro constante,
somente pela Tua natureza transcendental,
sobrevives às ofensas que cometo a cada instante
Ó pássaro mudo,
que, assim, a tudo assiste
perdoe-me a ignorância, o esquecimento,
e a maldade que em mim existe
perdoe-me o amor , que embotado resiste
Agora sei quem és Tu, ó pássaro gigante,
sei porque nunca me abandonas
e porque nunca anda em bandos
Agora sei porque me proteges e porque devo servir-Te.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Neo-talibanismo
sábado, 19 de janeiro de 2008
Vidas partidas
O tilintar metálico do garfo preenche o ar. O hálito fresco da noite invade a casa e acaricia meu rosto. Mais um dia chega ao fim. E enquanto o sol agoniza no horizonte, meus olhos vagam pela casa vazia. Os móveis, a luz pálida da TV, o tic-tac do relógio, as formas contorcidas da comida, seu brilho gorduroso, seu gosto salgado. Salgado como teu suor... Ah!... Teu suor. Estrelas pontuando tua pele, que a luz morna do abajur revela, em meio às sombras dançarinas do ventilador de teto. A respiração pesada, os risos, o branco dos dentes, o brilho dos olhos... Nossos corpos se movimentam ritmados, como se fôssemos um único ser. Um animal desvairado, um corcel andaluz, que sôfrego busca o horizonte infinito. Sinto tuas unhas em minha carne. E minha boca tem sede da tua. Te bebo então. Desces por minha garganta doce e morna como um conhaque. Teu calor, teu gosto se espalham por minhas veias, enquanto sinto meu corpo se contrair num derradeiro espasmo. Que percorre meus músculos, vísceras e entranhas. A visão me foge por um instante, enquanto te abraço. Ao voltar revela teu rosto, que amanhece em luz, em cor e prazer. Doce menina num corpo de mulher. Porém, “de repente, não mais que de repente” o toque ríspido do telefone me arranca dos laços da imaginação. Meus olhos estão úmidos, o peito apertado mau consegue respirar. Estou de volta a sala de jantar, ao noticiário da TV à comida gelada no prato. Você já não esta aqui. Tudo foi muito rápido. Como a explosão de uma supernova, enchendo de luz a vastidão sideral. Muito foi dito, no entanto, muito mais ficou por dizer... Por viver.... Parece que te conhecia desde sempre, desde o nascimento do universo. Talvez isso explique essa imensa saudade de tudo que não vivemos.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Reação em cadeia

Eu gosto de ler. ¿Por que?
Sempre me orientaram a fazer prova para ingressar na escola técnica (então CEFET-ES, quando ingressei), que é federal, bom ensino, gratuito e tal. Chegando a oitava série, me preparei suficientemente. Fiz a prova, e apesar de conseguir a pontuação necessária, fui desclassificado em matemática, por não ter atingido o percentual mínimo nesta matéria. ¿Por que? Eu não sei, sempre fui bom em matemática.
A leitura, sempre me ajudou em todos os concursos que prestei.
No ano seguinte tentei novamente, e consegui. ¿Por que desta vez, e não da outra, em que havia estudado mais?
Ingressei numa turma e fiz um grupo de amigos que são extremamente responsáveis pelo que sou até hoje. ¿Por que tinha de estar nesta turma?
Antes de ingressar no 3º ano do ensino médio, já estando numa instituição que oferecia cursos técnicos, a própria inércia o leva a fazer um. Não sabendo qual carreira seguir, acabei escolhendo informática. Fiz a prova, e não passei. ¿Por que?
No meio do semestre seguinte, meu pensamento foi se refinando (quem me dera continuar assimilando conhecimentos como na adolescência). Percebi que não queria seguir nenhuma carreira normal. Queria ir tocar numa banda com meus amigos, eu já compunha. Queria ser escritor.
Resolvi fazer um curso técnico de mecânica com ênfase em petróleo e gás, supondo que isto me ajudaria a ingressar na Petrobras. Trabalhando na Petrobras, que tem uma escala de trabalho interessante, eu teria tempo para escrever e, executaria minha vontade, e ainda teria um trabalho que não me deixaria morrer de fome.
Fui estudar para o concurso, chamei o Everton e fomos corrigir a prova que eu tinha feito no semestre anterior. Eu tinha acertado as mais difíceis e errado as mais banais. ¿Por que não passei?
O Everton quis fazer eletrotécnica, eu mecânica, passamos com sobras. ¿Por que passar então? ¿Por que com sobras? ¿Por que não passei na outra prova?
Eu queria seguir uma carreira. Fui fazer todo um curso técnico na expectativa de ingressar em uma única empresa. ¿E se eu não conseguisse?
Durante o curso técnico, estava morando com meu pai, e, dado a incrível educação e respeito com que ele me tratava, deduzi que tinha que arranjar uma namorada, para consolar certas atribulações. Era um feriado prolongado, de quinta à domingo. Olhei para o PC e pensei: é aqui. ¿Por que na internet, e não num local comum?
Confiante em minha capacidade de escrever, inferi que conseguiria uma namorada. Na sexta-feira seguinte, comecei o relacionamento. ¿Por que com ela?
O namoro não ia tão bem, entrei na net, numa sala de bate-papo qualquer... já então eu sabia do potencial, hoje eu sei que àquilo deveras é um cardápio. Para meninos e para meninas.
Conheci uma menina, nos encontramos, mas eu namorava outra. O namoro passara por tempestades e jamais foi o mesmo. Certas coisas são inesquecíveis. Acabei começando a namorar esta última. ¿Por que eu as encontrei? ¿Por que me conectei naqueles dias na net, naquela sala, chamei àquela pessoa para teclar? ¿Eu não poderia ter chamado outra? ¿Não poderia ter o telefone tocado? ¿Não poderia minha conexão ter caído (à época era discada e de confiabilidade baixíssima)? ¿Por que nada disto aconteceu? Como minha vida seria diferente sem elas...
Nestes namoros, aprendi muito, de maneiras dolorosas, como são as grandes aprendizagens. Fui de A à Z para tentar agradar alguém. Não bastou. Só eu mudei e mudei bastante.
Dei um fim, novamente.
Quando estava findando o curso técnico, sem a efetiva certeza que conseguiria ingressar na Petrobras, julguei que deveria fazer um curso superior. Como as engenharias na UFES são de dia, para brancos filhos de pais ricos, que não tem de sustentar família, por isso não tem nenhuma pressa em começar a trabalhar, resolvi tentar um curso de tecnologia no mesmo CEFETES, à noite. Eu e o Everton fizemos a prova, e passamos.
Entramos no curso, e, no início do mesmo, fizemos uma prova para ingressarmos na Petrobras. O Everton conseguiu melhor pontuação e logo foi chamado, tendo de ficar cerca de um ano fora, trancando dois períodos. Depois acabou por abandonar o curso.
Eu ainda fazia estágio e, ao fim do mesmo, com a vaga na mão, não pude ingressar na empresa em que estagiava porque tenho problema na coluna. ¿Será que tinha sido tudo em vão? ¿Todo o curso técnico? ¿No meio de um curso superior, possivelmente sendo feito em vão? ¿E se eu não pudesse ingressar em nenhuma empresa, nem mesmo na Petrobras, por causa desta merda desta coluna?
Bem, seis meses depois do fim do estágio, solteiro, passando um perrengue, ainda estudante e morando com minha mãe, fui chamado para fazer exames na petrobras. Três meses depois, consegui entrar na empresa. Eu deveria trancar a faculdade por um tempo que eu não saberia qual. Porém, no primeiro dia em que tive efetivamente de começar a trabalhar na Petrobras, em Macaé, começou uma greve no CEFET-ES. Eu fiquei nove meses fora e, por causa da greve, tive de trancar somente um período. ¿Por que ingressar na empresa justamente no primeiro dia da greve? ¿Por que trancar somente um período?
Um amigo, Marcelo Maurício, também teve de trancar um período, para estudar para um concurso. Como não houve processo seletivo no semestre anterior, acabou se formando uma turma com apenas dois alunos, eu e ele. Então, certo dia não houve aula,e ele tinha ouvido falar sobre uma feira da terra, na Prainha (local da chegada dos primeiros portugueses no Espírito Santo, onde tomaram uma baita surra dos índios) em que haveria bandas tocando. Para lá fomos, pra não perdermos a noite.
Ele então se encontrou com uma amiga, Sandra. Ela havia marcado com outra amiga, mas esta não foi. Por não ter companhia, acabou ficando conosco. ¿Por que será que a amiga da Sandra não foi?
Gostei muito do papo da menina e, resolvi ir ver no que dava. Acabou não dando em nada.
Quando eu a conheci, ela morava no mesmo município que eu, Vila Velha. Pouco tempo depois, ela se mudou para São Mateus, a 250kM daqui. Como minha tentativa foi frustrada, acreditei que aquilo era o melhor que havia acontecido, era o “destino”, ou o “acaso”, fazendo sua parte.
Tempos depois a Sandra me procurou, começamos a namorar, e assim estamos até hoje. Ir pra São Mateus, que parecia ser a própria execução das esperanças, mostrou-se o contrário. Por diversos motivos, foi a salvação do namoro.
Bem, este encadeamento de fatos, entrar numa turma, fazer provas, não passar, fazer outras provas, passar, seguir certo curso, encontrar certas pessoas, terminar com certas pessoas, estar preparado para encontrar alguém, ¿seria isto tudo fruto do acaso?
Os fatos são tão encadeados...
E os desdobramentos destas atitudes são eternos...
Cada atitude, cada posicionamento, cada resposta, cada procedimento, é como uma pedra jogada no meio de um lago. E, as ondas que elas formam, vão para o infinito.
A minha fórmula da vida é a seguinte:
RCA = ED + EB.
Onde:
RCA = Reação em cadeia
ED = Efeito dominó
EB = Efeito Borboleta
Eu quis frisar que supus o não começo do namoro com a Sandra, como o destino atuando. Afinal, a ida dela para São Mateus seria algo ruim para um casal de namorados.
Depois, pude perceber a minha inocência em querer deduzir o que o destino traria, ou não, para mim.
Eu teria desistido de muitas coisas se somente acreditasse na força do destino.
Bem, era mais ou menos isto que eu queria dizer, não sei se fui claro.
¡Ah! Pra quem não acredita em um Deus, um ser criador de todas as coisas, imagine só.
Tudo o que existe, da cadeira em que estamos sentados, a uma galáxia, de um quadro de Mino Carta a uma (estrela) supergigante, da cadência de uma bailarina à trajetória de uma órbita, do ponto vernal a um pulsar, de uma supernova a uma estrela do rock, de um aglomerado ao amor, de um buraco-negro à anti-matéria, tudo, tudo que existe, tudo que está no horizonte dos eventos, foi feito a partir... do acaso...
Grande capacidade de sonhar tem os ateus, e não os crédulos.
Refletindo bem... os ateus também tem um Deus. E este Deus, chama-se acaso (¿devo utilizar letra maiúscula?).
¿Alguém conseguiria pensar que o computador que está à sua frente, foi feito do nada? Julgo que não, isto seria uma insanidade. Alguém o projetou, alguém o construiu, obviamente. Agora, alguns conseguem acreditam que todo o universo, tudo que o compõe, tudo que nele existe, foi feito do nada, simplesmente existe, foi criado pelo acaso.
É demais para mim.
A dialética
Sou de extrema esquerda, julgo que todos que lêem o blog sabem disto. Pois bem, para ser dialético, devo dizer o que me espanta da esquerda.
Primeiro, sou radicalmente contrário ao aborto.
Segundo, não tenho apreço e peninha de bandidos.
No primeiro tópico, porque há métodos contraceptivos demais. Já não há justificativas para tanto.
No segundo tópico, porque só a conscientização e a educação, não bastam. Há algo de podre na raça humana. Algo que a maioria de nós consegue conter. E este algo que nem todos conseguem, só pode ser combatido no terreno da força bruta.
São irônicos alguns preceitos da direita e da esquerda.
Exemplo: a direita é contrária ao aborto, mas é favorável à pena de morte (?).
Já a esquerda é favorável ao aborto e contrária à pena de morte (?).
Eu não tenho opinião definida sobre a pena de morte, mas que há uma puta ironia na forma como este tema tão relevante é tratado, ah... se há...
Primeiro, sou radicalmente contrário ao aborto.
Segundo, não tenho apreço e peninha de bandidos.
No primeiro tópico, porque há métodos contraceptivos demais. Já não há justificativas para tanto.
No segundo tópico, porque só a conscientização e a educação, não bastam. Há algo de podre na raça humana. Algo que a maioria de nós consegue conter. E este algo que nem todos conseguem, só pode ser combatido no terreno da força bruta.
São irônicos alguns preceitos da direita e da esquerda.
Exemplo: a direita é contrária ao aborto, mas é favorável à pena de morte (?).
Já a esquerda é favorável ao aborto e contrária à pena de morte (?).
Eu não tenho opinião definida sobre a pena de morte, mas que há uma puta ironia na forma como este tema tão relevante é tratado, ah... se há...
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Uma dúvida
Parece que minha vida se resume em desculpar e fazer concessões aos outros.
Será que a vida dos outros é a mesma coisa?
Será que a vida dos outros é a mesma coisa?
Aforismo XXII
Qual é a finalidade da arte?
Escrevam em pedra:
“A arte tem por finalidade me agradar”.
Carece explicação melhor?
Escrevam em pedra:
“A arte tem por finalidade me agradar”.
Carece explicação melhor?
Descriminalização das drogas

Os mais bem intencionados que defendem a descriminalização das drogas julgam que tal medida afetaria o tráfico.
Bem, eles querem crer que os traficantes deliberadamente quererão pagar imposto.
Eles imaginam que os usuários deliberadamente quererão pagar imposto.
Eles querem nos fazer crer que os usuários pagarão efetivamente mais caro apenas para se dizerem dentro da lei
Eu pergunto: se eles não se importam em ludibriar um crime grave como o uso/tráfico de drogas, se importarão com o crime de sonegação de impostos?
Eles realmente imaginam que o tráfico se enfraquecerá com a descriminalização!
Que sonhadores, meu Deus!
Digo sonhadores para não dizer idiotas.
Bem, eles querem crer que os traficantes deliberadamente quererão pagar imposto.
Eles imaginam que os usuários deliberadamente quererão pagar imposto.
Eles querem nos fazer crer que os usuários pagarão efetivamente mais caro apenas para se dizerem dentro da lei
Eu pergunto: se eles não se importam em ludibriar um crime grave como o uso/tráfico de drogas, se importarão com o crime de sonegação de impostos?
Eles realmente imaginam que o tráfico se enfraquecerá com a descriminalização!
Que sonhadores, meu Deus!
Digo sonhadores para não dizer idiotas.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
A Alegria
Podem falar o que quiser, George W. Bush é a alegria da esquerda mundial.
Nunca foi tão fácil ser contra a direita, o império e a beligerância.
Nunca foi tão fácil ser contra a direita, o império e a beligerância.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
O Casamento
E olhando para o meu grande amigo Everton, na iminência de sua cerimônia de casamento, perguntei aos outros amigos que me rodeavam:
- Será este o fim ou o início?
- Será este o fim ou o início?
O legado da minha miséria
Já quis ter muitos filhos, hoje já não quero nenhum.
Se eu o trouxesse para este mundo de merda que a gente vive, eu já poderia me considerar um péssimo pai.
Este é um dos motivos. Há outros, mais egoístas, mas deixa pra lá... vou fingir que é só por isto e vocês fingem que acreditam.
Se eu o trouxesse para este mundo de merda que a gente vive, eu já poderia me considerar um péssimo pai.
Este é um dos motivos. Há outros, mais egoístas, mas deixa pra lá... vou fingir que é só por isto e vocês fingem que acreditam.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
A César...

Sempre tive receio das imagens perto de textos. São tendenciosas, agregam uma importância que normalmente não possuem, podam a imaginação, enfim, tem mil efeitos perniciosos.
Por exemplo, sobre a poesia “Tão Mais Fácil”, a foto indica que houve o adeus, afinal, há a pegada de somente uma pessoa na praia.
Mas a letra não deu certeza disto...
Muitas vezes as fotos retiram os múltiplos entendimentos que as pessoas poderiam ter sobre as escrituras. Uma afronta à imaginação e um golpe no talento de um autor.
Por exemplo, sobre a poesia “Tão Mais Fácil”, a foto indica que houve o adeus, afinal, há a pegada de somente uma pessoa na praia.
Mas a letra não deu certeza disto...
Muitas vezes as fotos retiram os múltiplos entendimentos que as pessoas poderiam ter sobre as escrituras. Uma afronta à imaginação e um golpe no talento de um autor.
Afora isto, normalmente, como diria o poeta gaúcho, são “páginas em branco - fotos coloridas”.
Mil defeitos...
Porém...
Fica tão mais bonitinho, né?
Menos árido, por assim dizer.
De qualquer maneira, espero que não fiquemos restritos às fotos. Elas são bonitas, mas são somente complementos.
O crucial são as palavras.
Uma foto eu posso ficar sem.
Já uma idéia, um complemento, um pensamento interrompido onde diríamos, ou saberíamos àquilo que
A Origem das Espécies



Eu e meus companheiros, antes de iniciarmos as nossas atividades, todos os dias realizamos os Diálogos Diários de Segurança, Meio-ambiente e Saúde (DDSMS), uma espécie de bate-papo com assuntos diversos sobre os temas supra-citados, com vistas a conscientizar o grupo da importância de práticas saudáveis, tanto no trabalho quanto na vida diária.
Pois bem, hoje, um destes diálogos, ao tratar de relacionamentos interpessoais, teve como mote a dialética de Aristóteles.
Cá com meus botões, refleti sobre como mudamos. Imagine-se fazer este tipo de abordagem para um peão da década de 70? Se o interlocutor não levasse uma marretada poderia dar-se por satisfeito.
Julgo que muitos ainda hoje obstariam tal prática. Os que assim o fizerem, estão errados, pois eu e meus companheiros aprovamos plenamente a palestra.
Não obstante, ainda temos outros tipos de oposições. O anarquista Proudhon, por exemplo, afirmava que a ciência, para os escravos, era um veneno. O mesmo autor em palavras mais abundantes (retirado do blog Lista de livros), explica:
“Ocupar-se da educação dos pobres! Mas isso seria criar nessas almas degeneradas o mais atroz antagonismo. Seria inspirar-lhes idéias que lhes tornassem o trabalho insuportável, afeições incompatíveis com a grosseria de seu estado, prazeres cujo sentimento nelas se embotou. Se semelhante projeto pudesse dar certo, em vez de fazer do trabalhador um homem, dele se faria um demônio”.
E aqui fiquei, refletindo sobre a mudança de nossa sociedade. Sobre o conhecimento que os demoniozinhos já tem acerca da exploração a que são submetidos, a postura, a responsabilidade ambiental, a preocupação com o próximo, etc.
Donde cheguei a uma particular e feliz conclusão:
“Até o peão evolui”.
É realmente um avanço, afinal, a máxima que melhor nos definia (e continua tendo um tanto de verdade), era:
"O peão é a imagem do cão".
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Tão Mais Fácil

Estou sobre as pedras interpostas
Que surgiram em nossa estrada
Deixando-nos sem resposta
Como algo assim pode surgir do nada?
E era mais fácil não olhar para trás
Para se lembrar de verdade do que aconteceu
Vamos fingir que tudo era tão bom
Para suportar o passado que não se esqueceu
As lamúrias que ficaram
São os cimentos dos meus eus
Os pelegos jamais se levantaram
É tão mais fácil dar um adeus
As ondas que se erguem
Desabam sobre quem não merecia
Pesadelos que não se esquecem
Reavivados pelo dia-a-dia
Tudo o que sentimos intensamente
Na pior das hipóteses, nos aviva
Seria tão menor a nossa infelicidade
Se não criássemos tantas expectativas
Os fatos que me consomem
Não são só problema meu
Olho para o que eu me tornei
E é tão mais fácil dar um adeus
As línguas que me enrolaram
O fizeram sem imaginar
Que independente do que acontecer
Eu nunca irei me dobrar
Meu pensamento helicoidal
Vagando sob tudo que me permeia
Me afastou da menina normal
Que aos fatos importantes é alheia
Algum dia eu quis me guardar para alguém
E ao encontrá-la, diria: isto é seu
Não sei quais foram as falhas no caminho
Só sei que é tão mais fácil dar um adeus
Queria construir ao lado de uma mulher
A família que seria uma redoma
Mas parece que nunca é suficiente
Mulher que tão pouco oferece e tanto toma
Quantas vezes precisaremos ceder
Sem que isto seja reconhecido?
Quanta roupa suja iremos lavar?
E tudo permanecerá encardido
Já não conseguimos apagar
Tudo de ruim que aconteceu
Agora olho no fundo dos seus olhos
E é tão mais fácil dar um adeus
18/12/2007 – 21:16 – PRA-1
Deixando-nos sem resposta
Como algo assim pode surgir do nada?
E era mais fácil não olhar para trás
Para se lembrar de verdade do que aconteceu
Vamos fingir que tudo era tão bom
Para suportar o passado que não se esqueceu
As lamúrias que ficaram
São os cimentos dos meus eus
Os pelegos jamais se levantaram
É tão mais fácil dar um adeus
As ondas que se erguem
Desabam sobre quem não merecia
Pesadelos que não se esquecem
Reavivados pelo dia-a-dia
Tudo o que sentimos intensamente
Na pior das hipóteses, nos aviva
Seria tão menor a nossa infelicidade
Se não criássemos tantas expectativas
Os fatos que me consomem
Não são só problema meu
Olho para o que eu me tornei
E é tão mais fácil dar um adeus
As línguas que me enrolaram
O fizeram sem imaginar
Que independente do que acontecer
Eu nunca irei me dobrar
Meu pensamento helicoidal
Vagando sob tudo que me permeia
Me afastou da menina normal
Que aos fatos importantes é alheia
Algum dia eu quis me guardar para alguém
E ao encontrá-la, diria: isto é seu
Não sei quais foram as falhas no caminho
Só sei que é tão mais fácil dar um adeus
Queria construir ao lado de uma mulher
A família que seria uma redoma
Mas parece que nunca é suficiente
Mulher que tão pouco oferece e tanto toma
Quantas vezes precisaremos ceder
Sem que isto seja reconhecido?
Quanta roupa suja iremos lavar?
E tudo permanecerá encardido
Já não conseguimos apagar
Tudo de ruim que aconteceu
Agora olho no fundo dos seus olhos
E é tão mais fácil dar um adeus
18/12/2007 – 21:16 – PRA-1
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Solidão Literária
Engraçadas são as coisas. Ninguém deve vir aqui neste blog, além de mim. Nem os outros escritores do próprio blog por aqui dão as caras (!).
Daí, com esta concepção, fico mais inclinado a discorrer sobre as efemérides que me acossam de maneira mais intensa. Empolgo-me. Por enquanto, mostro tristeza, mostro o sorriso, mostro alegria, mas eu mesmo, não.
Talvez caiba desabafar, jogar pus, porra, sangue, merda, lágrima, pra fora, mesmo...
Nem tudo convém ser mostrado, é evidente. Muitas vezes nem para nós mesmos. Mas já que to sozinho, é menos pior, né?
Porém, há uma incerteza que me inquieta.
Vai que tenho milhares de fãs silenciosos?
Ou pior: a quem eu dou mil toques complementando as idéias que posto aqui, demandando respostas que soçobrariam caso já tivesse lido estas linhas retas feitas no dorso inclinado da minha vida.
Mas não...
Tudo parece ser meio distante, alheio... nada de retorno. Ou de “feedback” como dizem os idiotas.
Ultimamente tenho pensado que é melhor assim. Maldita hora foi a que expressei descontentamento por esta desatenção. É um direito pleno. Onde eu estava com a cabeça? Agora lá vem o remorso, minha sombra incurável.
Voltando ao assunto: já não é hora de mostrar o que não se deve?
Os punhos estão renhidos, os dentes cerrados e o alvo está próximo.
Falta pouco.
Daí, com esta concepção, fico mais inclinado a discorrer sobre as efemérides que me acossam de maneira mais intensa. Empolgo-me. Por enquanto, mostro tristeza, mostro o sorriso, mostro alegria, mas eu mesmo, não.
Talvez caiba desabafar, jogar pus, porra, sangue, merda, lágrima, pra fora, mesmo...
Nem tudo convém ser mostrado, é evidente. Muitas vezes nem para nós mesmos. Mas já que to sozinho, é menos pior, né?
Porém, há uma incerteza que me inquieta.
Vai que tenho milhares de fãs silenciosos?
Ou pior: a quem eu dou mil toques complementando as idéias que posto aqui, demandando respostas que soçobrariam caso já tivesse lido estas linhas retas feitas no dorso inclinado da minha vida.
Mas não...
Tudo parece ser meio distante, alheio... nada de retorno. Ou de “feedback” como dizem os idiotas.
Ultimamente tenho pensado que é melhor assim. Maldita hora foi a que expressei descontentamento por esta desatenção. É um direito pleno. Onde eu estava com a cabeça? Agora lá vem o remorso, minha sombra incurável.
Voltando ao assunto: já não é hora de mostrar o que não se deve?
Os punhos estão renhidos, os dentes cerrados e o alvo está próximo.
Falta pouco.
domingo, 16 de dezembro de 2007
sábado, 15 de dezembro de 2007
Vento, ventania
Por estas plagas, esta noite o vento chegou a incríveis 47 nós, ou seja, mais de 84 kM/h .
O pessoal antigo de bacia até comentou por aqui que isto não acontecia antes. Retrato das mudanças climáticas provocadas pelo homem.
Porém, o vento não me levou para as bordas do céu, daí não consegui puxar as barbas de Deus. Não conheci o lugar onde nasce a chuva, e onde o puto faz a curva. Não cavalguei nos seus desatinos (mas quase). Talvez não o fiz porque desatino por desatino já tenho os meus suficientemente.
Não vi revoadas, tampouco redemoinhos. Estive na expectativa que a revoada fosse feita por nós, ejaculados longe. Redemoinhos estavam para ser formados... pararam pouco antes.
O vento não carregou balões para o mar, posso dizer que ele traz pouca coisa pra cá, além de percepção de solidão e frio (soma perversa).
Não o vi enrolar pipas nos fios. Neste caso defendo-o, afinal, sem ele as pipas sequer alçariam vôo.
Não consegui mandar meus beijos pelo ar, feito o pastor Santiago.
Não fui aos quatro cantos do mundo, ainda caço feito um guepardo faminto os recantos obscuros dentro de mim, mesmo.
O vento abrandou, sim, o calor do sol. Até demais. Emaranhou os cabelos das parcas meninas que por aqui se encontram.
Não pude através dele, voltar. Mas eu chego lá.
Voltarei. Sempre remediado, sempre diferente de quando subi. Qual seria esta diferença?
Desço mais velho. Sinceramente mais velho.
O pessoal antigo de bacia até comentou por aqui que isto não acontecia antes. Retrato das mudanças climáticas provocadas pelo homem.
Porém, o vento não me levou para as bordas do céu, daí não consegui puxar as barbas de Deus. Não conheci o lugar onde nasce a chuva, e onde o puto faz a curva. Não cavalguei nos seus desatinos (mas quase). Talvez não o fiz porque desatino por desatino já tenho os meus suficientemente.
Não vi revoadas, tampouco redemoinhos. Estive na expectativa que a revoada fosse feita por nós, ejaculados longe. Redemoinhos estavam para ser formados... pararam pouco antes.
O vento não carregou balões para o mar, posso dizer que ele traz pouca coisa pra cá, além de percepção de solidão e frio (soma perversa).
Não o vi enrolar pipas nos fios. Neste caso defendo-o, afinal, sem ele as pipas sequer alçariam vôo.
Não consegui mandar meus beijos pelo ar, feito o pastor Santiago.
Não fui aos quatro cantos do mundo, ainda caço feito um guepardo faminto os recantos obscuros dentro de mim, mesmo.
O vento abrandou, sim, o calor do sol. Até demais. Emaranhou os cabelos das parcas meninas que por aqui se encontram.
Não pude através dele, voltar. Mas eu chego lá.
Voltarei. Sempre remediado, sempre diferente de quando subi. Qual seria esta diferença?
Desço mais velho. Sinceramente mais velho.
Lirismo
Ouvindo a melodiosa voz da vocalista do The Cramberries, suponho que há algo a me ser dito que eu ainda não compreendo. Talvez não seja o momento, também. Vai saber.
Assim parecem ser algumas músicas. É preferível que não as entendamos, que ingressem em nossos ouvidos como se àquela mulher (que eu suponho doce e harmoniosa) estivesse dizendo tudo o que eu mereço ouvir, tanto de bom, quanto de ruim.
E ninguém ainda o fez.
Seria insincero omitir que eu não gostaria que a libra ficasse equilibrada nas melodiosas e suaves mensagens que deveriam ser-me repassadas.
Paciência.
Assim parecem ser algumas músicas. É preferível que não as entendamos, que ingressem em nossos ouvidos como se àquela mulher (que eu suponho doce e harmoniosa) estivesse dizendo tudo o que eu mereço ouvir, tanto de bom, quanto de ruim.
E ninguém ainda o fez.
Seria insincero omitir que eu não gostaria que a libra ficasse equilibrada nas melodiosas e suaves mensagens que deveriam ser-me repassadas.
Paciência.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Constatação e expectativas
Carece dizer que vivo um bom momento na vida. Certas coisas fluem, outras ainda não estão a contento, mas prossigo num caminho pouco escarpado, por assim dizer. Comparado a outros tempos, estou no céu.
Não sei... olhando para trás, dá para deduzir que estou naquele silêncio sinistro que antecede o paredão de água que está para desabar sobre nossa cabeça.
Olhando para frente, quero crer em outras coisas.
Quero crer.
Não sei... olhando para trás, dá para deduzir que estou naquele silêncio sinistro que antecede o paredão de água que está para desabar sobre nossa cabeça.
Olhando para frente, quero crer em outras coisas.
Quero crer.
Sobre os zumbis
... “eu não posso ser só mais um a acreditar que a vida é só acordar cedo, trabalhar e ir dormir com dor nas costas”.
... “o cara que não entende de política é um morto-vivo. Ele já está morto e não sabe”.
Mestre Tojeiro, num emocionado debate emocional-filosófico.
É assim que é.
Vai trabalhar a vida inteira ganhando um salário de merda e não terá a audácia, a disposição e a vontade para entender de política, saber o porque de ter de acordar tão cedo, trabalhar tanto, tomar esporro e ainda ganhar tão pouco.
Vai pensar a vida inteira que a culpa é do chefe.
São os zumbis. Os deliberados zumbis.
E piores serão aqueles que, ao tentarem compreender política, se informarão com o que há de mais funesto, sombrio e contrário aos interesses dos trabalhadores. Estes serão piores do que os mortos, pois, assombrarão os vivos com as suas falácias.
... “o cara que não entende de política é um morto-vivo. Ele já está morto e não sabe”.
Mestre Tojeiro, num emocionado debate emocional-filosófico.
É assim que é.
Vai trabalhar a vida inteira ganhando um salário de merda e não terá a audácia, a disposição e a vontade para entender de política, saber o porque de ter de acordar tão cedo, trabalhar tanto, tomar esporro e ainda ganhar tão pouco.
Vai pensar a vida inteira que a culpa é do chefe.
São os zumbis. Os deliberados zumbis.
E piores serão aqueles que, ao tentarem compreender política, se informarão com o que há de mais funesto, sombrio e contrário aos interesses dos trabalhadores. Estes serão piores do que os mortos, pois, assombrarão os vivos com as suas falácias.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
No cravo e na ferradura
E foi dito por mim, em meio a prolíficas e lúgubres lágrimas:
- Desprezar o amor de alguém é um pecado que não tem perdão.
Compõe parte do inferno que carrego na cabeça e no peito.
- Desprezar o amor de alguém é um pecado que não tem perdão.
Compõe parte do inferno que carrego na cabeça e no peito.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Aforismo XVIII
Logo abaixo de Deus, está o tempo.
Que é, por assim dizer, no amplo espectro dos domínios divinos, o seu poder maior.
Que é, por assim dizer, no amplo espectro dos domínios divinos, o seu poder maior.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Aforismo XVI
A classe média é mal informada. O povo, desinformado. Os dois casos são infelizes, mas o último é bem menos grave.
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