quarta-feira, 23 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Era tão menina
Bem, o espanto que tive talvez seja o mesmo que vocês terão. Abaixo a menininha que costumávamos assistir:

E agora o que ela se tornou:



Logo me veio a mente certa música do Lobão.
O título: "Era tão menina".
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Hipnose ofídica
Paciência com a perda intelectual da comparação, há outros ganhos, também.
Oscar Wilde nos defende:
“Mas a beleza, a verdadeira beleza, acaba onde começa a expressão intelectual. O intelecto é em si uma forma de exagero e destrói a harmonia de qualquer rosto. Assim que nos sentamos a pensar, ficamos todos nariz, todos testa, ou outra coisa horrenda. Veja esses homens que triunfam em qualquer profissão intelectual. São completamente hediondos!”
A despeito da licenciosidade moral de Wilde, há de se ceder aos fatos, se Dostoievski:
E, por outro lado, Sharapova:

As cobras não têm pálpebras móveis, diferentemente dos animais que rotineiramente observamos:
Ou seja, mesmo que quisessem, não poderiam fechar os olhos. Isto faz com que sua visão seja extremamente constante, fixa, já que não piscam. Alguns animais, como as rãs, permanecem estáticos de quando da aproximação destas criaturas deveras excêntricas que são as serpentes. As rãs permanecem paradinhas porque supõem que assim não serão vistas. Não por causa de hipnose ou algo que o valha.
Porém, segundo a crença popular, os pássaros são atraídos de uma maneira irresistível, ficam paralisados ante o olhar da cobra. E irremediavelmente são devorados.
Vou assistir a um jogo de tênis e eis que lá está a diva Sharapova, cada rebatida é um grito, cada grito é uma delícia de se ouvir.
Prossigo assistindo o jogo, eu que nem me ligo muito para tênis. E para o seu olhar ofídico, só posso dizer que sou o pássaro hipnotizado.
Donde se conclui que a hipnose para caça, às vezes intencional, às vezes não, só nas Sharapovas da vida.
Mais uma da serie constatações
E assim indefinidamente.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Da serie constatações
Fato é que todo mundo tem um Deus.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Narcisos obstados
Se naturalmente não podemos ver nossa face, é porque esta sabia do grande risco de afogamento - em vários sentidos - das multidões de Narcisos.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
Miopia progressiva
Como nem tudo na vida são flores, mas também não são só espinhos, de alguma coisa me serviu o alistamento.
É um caso até engraçado, já o contei a algumas pessoas. Durante a execução do alistamento, tínhamos que olhar para umas letras com um olho só. Beleza, antes de eu fechar um olho, estava vendo tranquilo. Quando tapei um dos olhos, não enxerguei mais nada. Foi um espanto para mim, eu não conseguia ver as letras que até então estavam claras. Até então eu não sabia da minha deficiência visual. O gendarme que me examinava, com uma paciência digna de Jó, e um tom de voz tão cálido e sedoso quanto uma mulher que se esguela com o marido pego no flagra, berrou:
- ¿Que letra é esta?
Eu não estava enxergando nada, só me concentrava mais, tentando compreender.
O cara berrou com mais intensidade:
- ¿Que letra é esta?
E eu, espantadíssimo, fazendo o possível pra ler, mas não conseguia. E o cara, tentando ser ouvido a quilômetros de distância:
- ¿Que letra é esta?
E eu:
- Letra D.
Sei lá que diabo de letra que era, ele estava pressionando demais, comecei a chutar. Ele:
- ¿Que letra é esta?
- S.
- ¿E esta? – sempre naquele tom carinhoso.
- M.
Ele falou pra eu tapar o outro olho. Enfim, quando mudei a vista, percebi que não tinha passado nem perto, havia errado clamorosamente todas as letras até então.
Pois bem, o alistamento como um todo foi uma experiência completamente desnecessária, excetuando por este achado.
E, depois, refletindo sobre o assunto, inferi (não careceu grande inteligência para fazê-lo) que o fato da perda da visão ocorrer de maneira progressiva, lenta, faz com que não nos apercebamos do processo de mudança. É como quando chegamos em um lugar novo, conseguimos visualizar de uma maneira muito mais fácil os equívocos ali contidos, diferente de quando já estamos acostumados, e meio que nos viciamos dos erros adquiridos ao longo do tempo.
Pois bem, escrevo este texto justamente por ter visto pessoas de quem gosto começarem um processo de “miopia progressiva” com a alma.
É uma pena, quando menos pensarem, já terão perdido completamente sua identidade, sua credibilidade, e deixarão de serem homens.
Quem os conhecer depois, já vai perceber de imediato todo o erro contido em suas atitudes, já vai chegar vendo a merda que lhe está defronte.
E quem já os conhecia como eu, não verá uma mudança drástica em suas atitudes, nada significativo do dia para a noite.
Porém, querendo ou não, sempre acontecerá um caso como o do alistamento, em que somos forçados a ver de uma maneira que comumente não enxergamos, um “divisor de águas”.
Quando este dia chegar, e ele vai chegar, os amigos ao redor se aperceberão do quanto estas pessoas mudaram. Passarão até a questionar se algum dia elas realmente foram dignas e coerentes do sentimento que nutrimos.
É um aviso.
E é uma lástima.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Aforismo derradeiro
“Prefiro enfrentar o mundo a enfrentar minha consciência”.
Quase um Nostradamus
Respondo que novidade de mulher só pode ser gravidez ou casamento.
Esperávamos Patrícia contar. Como ela não apareceu (pra variar), Roberta nos informa.
Fico sabendo, então, que Patrícia está grávida.
Proventos e securas
Por outro lado, também não cobro dízimo de nenhuma espécie.
Os jogos e a covardia
P.S: É claro que eu não perco um jogo vultuoso.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Da série constatações
Aforismo LIV
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Racismo ao avesso
Procuro-a insistentemente no caminho, mas não encontro. Não dá nem pra cogitar voltar em casa para buscá-la.
Chego para pegar o ônibus, crucial para que eu pudesse trabalhar no outro dia, já que era o último (23:29h) e apresento os outros documentos com foto que possuo ao motorista: crachá da empresa, do sindicato, do plano de saúde.
Ele reluta, mas acaba me deixando ingressar no ônibus.
No meio da viagem, tive a sincera impressão que se eu fosse negro e tivesse uma cara mais enfezada, eu não teria conseguido êxito.
Arrebatou-me uma vontade sincera que, se isto fosse realmente verdade, eu também tivesse sido barrado, não obstante as deletérias consequências profissionais.
Uma dúvida e uma certeza
Mas ainda resta saber de onde a gente veio e para onde a gente vai.
Do que não compreendo
É comum, é constante, parece trivial.
A priori, poder-se-ia até pensar que somente os homens, na sua eterna necessidade de demonstrarem que são muito machos o fizessem. Mas não, muitas das “delicadas” mulheres também vêm se embrenhando nestes confins malditos.
Para mim, responder agressivamente aos outros é sinal claro de arrogância e imbecilidade.
Gabar-se disto, então, é um equívoco tal que sequer consigo selecionar epíteto para classificá-lo.