Tenho refletido imensamente na busca de uma utilidade para os escritos de Nélson Rodrigues.
Servirão como papel higiênico? Não, preferiria cagar na moita e limpar-me com parte de uma planta qualquer... folhas de bananeiras são ideais, diga-se de passagem.
Apoio para mesas com pé bambo? Acho que não, todas as vezes que eu olhasse para o chão me enojaria. Além do que, por mais que limpassem a casa, eu continuaria peremptoriamente afirmando: o chão está imundo.
Queimar os livros? Julgo que não, ideologicamente sou avesso a qualquer incineração de livros. Além do que, seria um desperdício de álcool.
Como infelizmente nem para palimpsesto os escritos do pulha serviriam, creio que não há solução razoável para o caso. Ou, alguém pode me ajudar?
Outra dúvida para com meus tétricos neurônios: Quando ele era pior na “escrita”, em seu machismo contumaz, ou na sua crítica política?
Voto com as narinas tapadas na política, diga-se de passagem.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
quarta-feira, 11 de julho de 2007
A Cura
As Tentações de Santo Antônio - Salvador DalíBrinco com alguns amigos meus que Sodoma e Gomorra caíram por menos do que o Rio de Janeiro é hoje (¿quais são mesmo os nomes das outras duas cidades também destruídas pela ira divina?).
Bem, a devassidão moral que assola a cidade me preocupa bastante. E me preocupam, ainda mais, as históricas “curas” que os homens costumam arranjar para combatê-la.
O Início do Fim
“Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados”.
Não sei porque razão, parte de Vitória na noite de ontem esteve imersa numa espécie de neblina, uma fumaça espessa... Coisa estranha...
Cá com meus insólitos botões, vendo o lúgubre luzir dos postes sendo abafado pela neblina, deduzi, feito o típico homem medieval, que àquele era um excelente método para dar-se início ao fim dos tempos.
É um conselho que dou antes que soe a última trombeta. Antes de seu clangor derradeiro, vendo uma neblina interminável, peça perdão. Ou aproveite desbragadamente o tempo que lhe resta.
Não sei porque razão, parte de Vitória na noite de ontem esteve imersa numa espécie de neblina, uma fumaça espessa... Coisa estranha...
Cá com meus insólitos botões, vendo o lúgubre luzir dos postes sendo abafado pela neblina, deduzi, feito o típico homem medieval, que àquele era um excelente método para dar-se início ao fim dos tempos.
É um conselho que dou antes que soe a última trombeta. Antes de seu clangor derradeiro, vendo uma neblina interminável, peça perdão. Ou aproveite desbragadamente o tempo que lhe resta.
sábado, 7 de julho de 2007
O Estorvo
Deve ter sido inserida em alguma poesia perdida pelos arquivos da vida, mas a frase que cito abaixo é o resumo da minha adolescência:
Ser um estorvo cansa.
Ser um estorvo cansa.
O Casório
Caso recente de nosso conhecimento, uma mulher, fervorosa católica transmuta-se em batista e casa. Minha irmã estranha o fato.
Tenho de respondê-la: Mas para casar, Amanda, uma mulher vira islâmica, confucionista, hinduísta, seja o que for.
O porque desta necessidade, é assunto para outro momento.
Tenho de respondê-la: Mas para casar, Amanda, uma mulher vira islâmica, confucionista, hinduísta, seja o que for.
O porque desta necessidade, é assunto para outro momento.
A Exceção
Companheiros, não direi após todo tópico: “Há exceções, é claro”.
Parece-me óbvio demais.
Em tudo cabe esta frase.
Há exceções, é claro.
Parece-me óbvio demais.
Em tudo cabe esta frase.
Há exceções, é claro.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
O Temível
Lembro-me que na copa de 94 o então técnico da seleção era o Dunga, e assim foi até 98. Não sei porque, agora que oficialmente assumiu o cargo, parece excessivamente retesado. Presumo que seja por causa da CBF, que, segundo dizem, não permite que os técnicos façam exatamente o que querem na seleção. Segundo fontes confiáveis, há certos limites impostos pela comissão técnica permanente e pelo seu Rei, o Imaculado Ricardo teixeira, que provavelmente ficará no seu feudo até a morte.
Naquela copa em que o Brasil sagrou-se campeão, fui comprar uma blusa da seleção, e no meio da balbúrdia geral da loja, todos só queriam dois nomes: Romário e Bebeto. Exceto este que vos fala, que buscava a camisa 8, do capitão que eu sinceramente admirava e admirei, até quando este despediu-se da seleção.
Aliás, diga-se de passagem, foi o último capitão que de fato vestiu a camisa e a braçadeira da seleção brasileira.
Pois bem, quem guiava o time em 94 era o Dunga, mas quem o escalava era um tal de Parreira. Parreira era muito criticado por escalar dois cabeças-de-área, o dito capitão e o Mauro Silva.
Ontem, assisti ao jogo em que a seleção brasileira enfrentou o perigosíssimo Equador com três cabeças de área. E quando um lateral direito teve de ser substituído, o foi por um zagueiro.
Eu iria até espezinhar o técnico, mas como enfrentávamos o temível Equador, esta laboriosa seleção, detentora de uma mítica futebolística irreparável, dona de um histórico campeão invejável, por exemplo, com os títulos da...
Do...
De...
Bem, já disse a vocês, minha memória costuma me trair, a maldita.
Seguindo a lógica dos fatos, suponho eu que quando tivermos de enfrentar a Argentina, o faremos com 12 zagueiros.
Naquela copa em que o Brasil sagrou-se campeão, fui comprar uma blusa da seleção, e no meio da balbúrdia geral da loja, todos só queriam dois nomes: Romário e Bebeto. Exceto este que vos fala, que buscava a camisa 8, do capitão que eu sinceramente admirava e admirei, até quando este despediu-se da seleção.
Aliás, diga-se de passagem, foi o último capitão que de fato vestiu a camisa e a braçadeira da seleção brasileira.
Pois bem, quem guiava o time em 94 era o Dunga, mas quem o escalava era um tal de Parreira. Parreira era muito criticado por escalar dois cabeças-de-área, o dito capitão e o Mauro Silva.
Ontem, assisti ao jogo em que a seleção brasileira enfrentou o perigosíssimo Equador com três cabeças de área. E quando um lateral direito teve de ser substituído, o foi por um zagueiro.
Eu iria até espezinhar o técnico, mas como enfrentávamos o temível Equador, esta laboriosa seleção, detentora de uma mítica futebolística irreparável, dona de um histórico campeão invejável, por exemplo, com os títulos da...
Do...
De...
Bem, já disse a vocês, minha memória costuma me trair, a maldita.
Seguindo a lógica dos fatos, suponho eu que quando tivermos de enfrentar a Argentina, o faremos com 12 zagueiros.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
O Feriado
Julgo eu que falta pouco para o dia de hoje tornar-se feriado mundial.
Recuso-me, novamente, a dar a mão.
Recuso-me, novamente, a dar a mão.
Aviso aos náufragos
Companheiros de batalha e/ou regozijo, estou escrevendo em outro blog as particularidades políticas de nossa republiqueta: http://www.politicanadaimparcial.blogspot.com/
E a lista de livros que tive (eventualmente) as felizes oportunidades de lê-los em http://www.listadelivros-doney.blogspot.com/
A parte literária, por assim dizer, prossegue por estas plagas.
E a lista de livros que tive (eventualmente) as felizes oportunidades de lê-los em http://www.listadelivros-doney.blogspot.com/
A parte literária, por assim dizer, prossegue por estas plagas.
O Inverso
Raras são as coisas que conseguem ser opostas as outras, diferentemente do que apregoa o I Ching, livro mais antigo do mundo, que pelas graças do destino não se perdeu.
Quando a gente diz que algo é antigo, deve ser da Grécia. Se é muito antigo, sempre suponho, só pode ter vindo do Egito ou da China. No caso, é da última.
Há algo que julgo inversamente proporcional: são os livros "O Pêndulo de Foucalt", de Umberto Eco e "O Código da Vinci", De Dan Brown.
Um é muito bom, aliás. Retiro-me o fardo de dizer qual, não estou aqui para dar a mão.
Quando a gente diz que algo é antigo, deve ser da Grécia. Se é muito antigo, sempre suponho, só pode ter vindo do Egito ou da China. No caso, é da última.
Há algo que julgo inversamente proporcional: são os livros "O Pêndulo de Foucalt", de Umberto Eco e "O Código da Vinci", De Dan Brown.
Um é muito bom, aliás. Retiro-me o fardo de dizer qual, não estou aqui para dar a mão.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
A Política, os Vampiros, e os Suicidas
Engraçado, quanta política nas últimas postagens... e nem publiquei a derradeira poesia. Sei lá, estou sequioso de sangue... rs. Não dura muito, tranqüilizem-se. Até porque, os postos de vampiros da nação já estão todos ocupados.
Desde muito.
Deixa eu parar que já tô voltando ao tema...
Feito àquele desejo irreprimível que o goleiro sente ao deslocar-se atrás da bola e ela, inadvertidamente, resvala em objeto estranho no caminho... E por mais que ele queira retornar, ir em nova direção, contrária a que ele ia, sabe, no íntimo bem sabe que é tarde... não consegue tirar os enraizados pés do chão.
Eu quero ir pra um lado, mas há algo me puxando a escrever sobre isto. Feito o inexorável desejo que, presumo, o suicida sente pelo abismo.
Aliás, mais um dos meus singulares questionamentos me atordoou: Um suicida é o maior dos corajosos, ou o pior dos covardes?
Desde muito.
Deixa eu parar que já tô voltando ao tema...
Feito àquele desejo irreprimível que o goleiro sente ao deslocar-se atrás da bola e ela, inadvertidamente, resvala em objeto estranho no caminho... E por mais que ele queira retornar, ir em nova direção, contrária a que ele ia, sabe, no íntimo bem sabe que é tarde... não consegue tirar os enraizados pés do chão.
Eu quero ir pra um lado, mas há algo me puxando a escrever sobre isto. Feito o inexorável desejo que, presumo, o suicida sente pelo abismo.
Aliás, mais um dos meus singulares questionamentos me atordoou: Um suicida é o maior dos corajosos, ou o pior dos covardes?
O Abutre e o Chopim
Em outra nação, que também não é das melhores, o corvo é Edgar Allan Poe, um grande poeta, autor de algumas preciosidades.
Pois bem, aqui, no nosso infortúnio contumaz, o corvo Carlos Lacerda (nosso Joseph McCarthy), foi o personagem político mais putrefato do século passado (trunfo meritório, aliás, já que a concorrência é pesada).
Hoje duas impolutíssimas figuras tentam, soçobrando de todas as maneiras possíveis, ressuscitá-lo.
Difícil qual dizer primeiro.
Vamos lá, eu consigo.
Diogo Mainardi, eu classificaria como o Chopim.
Arthur Virgílio Neto, como o Abutre.
Ironia, pela enésima vez... o último desonrou o nome do pai, que nada tinha a ver com o filho.
Vai ver seja mais um caso de atavismo.
Espero que o Arthur bisneto tente redimir o pai. Espero.
Pois bem, aqui, no nosso infortúnio contumaz, o corvo Carlos Lacerda (nosso Joseph McCarthy), foi o personagem político mais putrefato do século passado (trunfo meritório, aliás, já que a concorrência é pesada).
Hoje duas impolutíssimas figuras tentam, soçobrando de todas as maneiras possíveis, ressuscitá-lo.
Difícil qual dizer primeiro.
Vamos lá, eu consigo.
Diogo Mainardi, eu classificaria como o Chopim.
Arthur Virgílio Neto, como o Abutre.
Ironia, pela enésima vez... o último desonrou o nome do pai, que nada tinha a ver com o filho.
Vai ver seja mais um caso de atavismo.
Espero que o Arthur bisneto tente redimir o pai. Espero.
Ironia Lôbrega
Muitas vezes ouvi as mais cabalísticas máximas sobre o mundo. Alguém diz: O mundo... está desarticulado, será julgado pelas crianças, é gay, é cego, é uma gaiola de loucos, etc.
Eu posso afirmar, mais que peremptoriamente: O mundo é irônico. Relato um exemplo lôbrego.
Os militares deram o fatídico golpe para impedir que Jango fizesse as reformas de base, barrar a lei de remessa de lucros, e outras coisinhas mais, todas tolas e fúteis assim. Ingressaram no poder para isto, fazer o serviço sujo da plutocracia. O discurso, claro, era outro: Fora o comunismo! Abaixo a corrupção! E outras bazófias mais, que, tendo eu uma paciência que não tenho, ainda assim não conseguiria relatar.
Pois bem, hoje, a ausência destas reformas, criou um monstro. Monstro que se avolumou neste mesmo regime. É sabido que o crime organizado carioca, por exemplo, começou com a tigrada (militares torturadores) que, por ter o hábito de não respeitar regra nenhuma, passou pro lado de lá.
Pois bem, hoje, os janízaros criadores deste monstro, fogem de sua responsabilidade dizendo que os militares não são preparados para enfrentar o crime organizado. Efetivamente, não estão preparados.
Pensando bem, estão preparados para o que?
Para a guerra?
Até o mais imbecil dos imbecis, até mesmo quem sente falta de FHC, sabe que não..
Estão preparados para o que, então? Pensa, Doney... pensa... pensa...
Ah! Claro! Estão preparados para baterem em estudantes desarmados! Como pude me esquecer!
Tolinho eu... excessivamente tolinho...
Eu posso afirmar, mais que peremptoriamente: O mundo é irônico. Relato um exemplo lôbrego.
Os militares deram o fatídico golpe para impedir que Jango fizesse as reformas de base, barrar a lei de remessa de lucros, e outras coisinhas mais, todas tolas e fúteis assim. Ingressaram no poder para isto, fazer o serviço sujo da plutocracia. O discurso, claro, era outro: Fora o comunismo! Abaixo a corrupção! E outras bazófias mais, que, tendo eu uma paciência que não tenho, ainda assim não conseguiria relatar.
Pois bem, hoje, a ausência destas reformas, criou um monstro. Monstro que se avolumou neste mesmo regime. É sabido que o crime organizado carioca, por exemplo, começou com a tigrada (militares torturadores) que, por ter o hábito de não respeitar regra nenhuma, passou pro lado de lá.
Pois bem, hoje, os janízaros criadores deste monstro, fogem de sua responsabilidade dizendo que os militares não são preparados para enfrentar o crime organizado. Efetivamente, não estão preparados.
Pensando bem, estão preparados para o que?
Para a guerra?
Até o mais imbecil dos imbecis, até mesmo quem sente falta de FHC, sabe que não..
Estão preparados para o que, então? Pensa, Doney... pensa... pensa...
Ah! Claro! Estão preparados para baterem em estudantes desarmados! Como pude me esquecer!
Tolinho eu... excessivamente tolinho...
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Gênesis
Não sei bem se já explicitei a quem lê estas panegíricas linhas, que minha memória, já pouco retentiva desde sempre, seletiva na maioria dos casos e lugubremente dada à amnésias parciais e definitivas, abandonou-me mais uma vez. Relegado, feito o cão sem dono, ou o palhaço na sarjeta (peço sinceras desculpas se há vícios de linguagem piores que este, sinceramente almejei encontrá-los, no que não obtive êxito, mais uma vez na vida), tenho que solicitar auxílio (ah!, pedir ajuda não deveria melindrar imensamente um homem, qualquer homem?) aos meus expressivos (em todos os sentidos) leitores.
Dado que a minha nada dialéctica mente falha e falha sobejamente, perante os princípios mais básicos que regem o cosmos, dúvidas existenciais vêm surgindo e deixando-me com um gosto amargo na boca.
Não sei quando as coisas começam e quando terminam, por exemplo.
Ajudem-me, por favor. A pergunta de hoje, desconfio piamente, é simples. A polícia federal foi criada no governo Lula?
Dado que a minha nada dialéctica mente falha e falha sobejamente, perante os princípios mais básicos que regem o cosmos, dúvidas existenciais vêm surgindo e deixando-me com um gosto amargo na boca.
Não sei quando as coisas começam e quando terminam, por exemplo.
Ajudem-me, por favor. A pergunta de hoje, desconfio piamente, é simples. A polícia federal foi criada no governo Lula?
Raízes do Rio de Janeiro
É considerado livro básico da sociologia brasileira Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda. Porém, creio eu que a maior parte do livro, essencialmente a que se refere ao “homem cordial”, já não cabe ao Brasil. Proponho uma mudança: “Raízes do Rio de Janeiro”.
sexta-feira, 25 de maio de 2007
Prosperando longe
É sabido por qualquer um que tenha acesso a meio de comunicação qualquer que o dólar cai e cai bastante. O chão é o limite. Pois bem, para conter esta queda, que prejudica enormemente a indústria nacional, especialmente a exportadora (o exemplo mais citado é a de calçados e de têxteis), o economista Gustavo Franco, (que ocupou importante cargo no governo do príncipe dos çábios) tem a mágica solução tabajarística para nossos problemas... o que devemos fazer é... aumentar as nossas importações!!! Só assim a queda do dólar será contida.
Só eu estou vendo isto?
Seres assim estiveram no comando do país... e há quem se julga inteligente (!) por sentirem a ausência dos ditos.
Eu tenho um pedido a fazer ao Pai Celestial. Que crie muitos Gustavos Francos, muitos, muitos, mesmo, mas todos, todos, fora do nosso país. Ocupem BCs, ministérios da fazenda, secretarias do tesouro, enfim, tudo. Longe daqui.
Sendo assim, o Brasil vai crescer muito, criar empregos, agregar renda até aos mais humildes, porque vai exportar muito, tudo, tudo que produzir, para todos. Vai criar o seu próprio milagre econômico. Que não vai surfar na dependência da onda de crescimento mundial, do endividamento e da tortura, como outro que por aqui passou.
Para estes senhores, importantíssimos, educadíssimos, lindíssimos, que têm cadeiras amplas na imprensa (o próprio Franco, André Lara Resende, Mendonção, Pérsio Arida, Miriam Leitão, etc.) tudo que presta, vem de fora. E só de lá.
Há uma coerência neste pensamento (para eles, é claro). Alguém deve se lembrar dos filhos dos escravocratas, dos filhos dos senhores de engenho, que viajavam pra estudar no exterior. Lá havia instituições que prestavam (e que prestam). E só lá. Eles sempre estavam (e estão) muito mais preocupados em destacaram-se perante os nativos do que em criar instituições de excelência por aqui, evidentemente. Crescermos juntos? Never.
Pois bem, os descendentes desta estirpe continuam com esta ideologia. Há um partido que representa bem este pensamento. Algo mais ou menos positivista, por assim dizer: nós, os detentores do conhecimento e do saber, levaremos à plebe rude (imagino que seja a alcunha menos agressiva que podem encontrar) o desenvolvimento que ela pode e merece receber.
Com qual expressão eu poderia expressar minha aversão a eles? Primeira que me vem a mente: - Me erra!
Logo algo mais lancinante e sensato, se sobrepõe.
- Não caguem no meu pau!!!!
Só eu estou vendo isto?
Seres assim estiveram no comando do país... e há quem se julga inteligente (!) por sentirem a ausência dos ditos.
Eu tenho um pedido a fazer ao Pai Celestial. Que crie muitos Gustavos Francos, muitos, muitos, mesmo, mas todos, todos, fora do nosso país. Ocupem BCs, ministérios da fazenda, secretarias do tesouro, enfim, tudo. Longe daqui.
Sendo assim, o Brasil vai crescer muito, criar empregos, agregar renda até aos mais humildes, porque vai exportar muito, tudo, tudo que produzir, para todos. Vai criar o seu próprio milagre econômico. Que não vai surfar na dependência da onda de crescimento mundial, do endividamento e da tortura, como outro que por aqui passou.
Para estes senhores, importantíssimos, educadíssimos, lindíssimos, que têm cadeiras amplas na imprensa (o próprio Franco, André Lara Resende, Mendonção, Pérsio Arida, Miriam Leitão, etc.) tudo que presta, vem de fora. E só de lá.
Há uma coerência neste pensamento (para eles, é claro). Alguém deve se lembrar dos filhos dos escravocratas, dos filhos dos senhores de engenho, que viajavam pra estudar no exterior. Lá havia instituições que prestavam (e que prestam). E só lá. Eles sempre estavam (e estão) muito mais preocupados em destacaram-se perante os nativos do que em criar instituições de excelência por aqui, evidentemente. Crescermos juntos? Never.
Pois bem, os descendentes desta estirpe continuam com esta ideologia. Há um partido que representa bem este pensamento. Algo mais ou menos positivista, por assim dizer: nós, os detentores do conhecimento e do saber, levaremos à plebe rude (imagino que seja a alcunha menos agressiva que podem encontrar) o desenvolvimento que ela pode e merece receber.
Com qual expressão eu poderia expressar minha aversão a eles? Primeira que me vem a mente: - Me erra!
Logo algo mais lancinante e sensato, se sobrepõe.
- Não caguem no meu pau!!!!
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Perigo iminente
Tenho a sincera impressão que estou correndo seriíssimo risco de morte por causa dos meus ideais revolucionários.
Creio ainda que estas postagens abaixo abalarão fortemente as estruturas sociais do mundo.
Creio ainda que estas postagens abaixo abalarão fortemente as estruturas sociais do mundo.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Ideário de uma terceira via (que não é a do poodle de alguém).
Estamos cônscios que o socialismo é ótimo em dividir a riqueza e péssima em produzi-la. Faço um aparte a mim mesmo: pelo menos depois de 1939 assim é, (antes foi algo deveras impressionante... é pena que não tenha se repetido); e não considero a China comunista, aliás, está longe de sê-lo. Pra dar um desconto, nenhum dos países que se auto-intitularam comunistas chegaram perto.
Por mais que tentemos esconder (e alguns tentam bastante), o capitalismo é um (por Deus, ¿por que eles só utilizam a palavra “retumbante” antes da que vem?) fracasso. É um berço de pobreza eficiente por demais. De cada três pessoas na terra (dados da ONU) uma passa fome. Eu escrevo, você lê, alguém está faminto.
Como o capitalismo efetivamente produz riqueza, só é péssimo em disseminá-la, toda empresa deverá dividir eqüitativamente o lucro dado ao dono (ou aos acionistas) com seus funcionários. 50% pra cada.
Afinal de contas, quem efetivamente gera os lucros são os funcionários. Nada mais justo que tenham um quinhão razoável.
Agregam-se assim, as melhores partes dos dois sistemas.
Revogam-se as disposições em contrário. Sejam elas de quem forem.
Valha-me, eu sei de quem são.
Por mais que tentemos esconder (e alguns tentam bastante), o capitalismo é um (por Deus, ¿por que eles só utilizam a palavra “retumbante” antes da que vem?) fracasso. É um berço de pobreza eficiente por demais. De cada três pessoas na terra (dados da ONU) uma passa fome. Eu escrevo, você lê, alguém está faminto.
Como o capitalismo efetivamente produz riqueza, só é péssimo em disseminá-la, toda empresa deverá dividir eqüitativamente o lucro dado ao dono (ou aos acionistas) com seus funcionários. 50% pra cada.
Afinal de contas, quem efetivamente gera os lucros são os funcionários. Nada mais justo que tenham um quinhão razoável.
Agregam-se assim, as melhores partes dos dois sistemas.
Revogam-se as disposições em contrário. Sejam elas de quem forem.
Valha-me, eu sei de quem são.
Ideário do regime anárquico atualizado.
Todo funcionário público deverá depender somente de serviços públicos em sua subsistência (excetuando presidente, governadores e prefeitos de grandes cidades, por motivos de segurança).
Por exemplo: se um funcionário trabalha na área médica, não poderá ter plano de saúde. Nem ele, nem a família dele.
Trabalha no setor de educação: vai pra colégio público.
A princípio, por uns três anos (período de adaptação) só na área de atuação. Em seguida, para todas as áreas.
É o único meio célere de se melhorar os péssimos serviços públicos oferecidos em nosso país. Dinheiro não falta, é só sentir a carga tributária querendo lhe fazer encostar os ombros no chão.
Pretende se tornar servidor público? Vai, mas vai com espírito.
O nome já diz: servidor.
Críticas e discordâncias: as pedras estão aí, sempre prontas a ouvi-las.
Ah! Tomem cuidado. Às vezes, até elas se cansam. E rolam.
Por exemplo: se um funcionário trabalha na área médica, não poderá ter plano de saúde. Nem ele, nem a família dele.
Trabalha no setor de educação: vai pra colégio público.
A princípio, por uns três anos (período de adaptação) só na área de atuação. Em seguida, para todas as áreas.
É o único meio célere de se melhorar os péssimos serviços públicos oferecidos em nosso país. Dinheiro não falta, é só sentir a carga tributária querendo lhe fazer encostar os ombros no chão.
Pretende se tornar servidor público? Vai, mas vai com espírito.
O nome já diz: servidor.
Críticas e discordâncias: as pedras estão aí, sempre prontas a ouvi-las.
Ah! Tomem cuidado. Às vezes, até elas se cansam. E rolam.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Da série - Homens Mentem, Mulheres Acreditam - Por Isa Feitosa
II - A hora da cama também pede senso.
Diversas vezes já pensei em fazer uma enquete sobre aquilo que se diz na "hora H". Isso mesmo, a hora H, a hora em que você está ali, na boca do gol, no lugar onde mais gostaria de estar.
São nessas horas mais especiais que acabamos escutando as declarações mais estapafúrdias.E põe estapafúrdia nisso!
Digam-me se é possível continuar desenvolvendo qualquer tipo de relação saudável com alguém que está ali, dividindo a intimidade do sexo contigo, e de repente te olha sensualmente e te chama de "serpente"? Ou alguém que canta em tom e semitom um funk insuportável no seu ouvidinho?
Parece absurdo, mas já soube de coisas bem piores. É complicado pensar no segundo e terceiro round se o primeiro acabou com um sonoro "vai minha a Amazona" ou se parece que o camarada acabou de reencontrar a mãe depois de 20 anos, chorando copiosamente depois do último raio de prazer.
A bem da verdade a mulherada também não fica para trás se a questão é a falta de senso. Em rápida incursão pelo mundo masculino, pude verificar que as "gritarias" são bola fora e que a maioria dos homens não acredita muito que gemer excessivamente alto é indício de prazer.
Podem pensar no máximo que temos a intenção de agradá-los, o que acaba não acontecendo.O ideal é deixar o lance fluir e só emitir aquilo que realmente se sente, aí vale tudo. Até gritar se for o caso.
Chato é saber que num momento tão bacana você está ouvindo o que rolou no último capítulo da novela ou no filme mais picante da Amber Lyn.
De qualquer forma, pra quem tem sempre que aturar dessas coisas, vale o consolo de que isso tudo é ainda melhor do a que a gafe clássica de ser chamada na cama por um nome que não é o seu.
Diversas vezes já pensei em fazer uma enquete sobre aquilo que se diz na "hora H". Isso mesmo, a hora H, a hora em que você está ali, na boca do gol, no lugar onde mais gostaria de estar.
São nessas horas mais especiais que acabamos escutando as declarações mais estapafúrdias.E põe estapafúrdia nisso!
Digam-me se é possível continuar desenvolvendo qualquer tipo de relação saudável com alguém que está ali, dividindo a intimidade do sexo contigo, e de repente te olha sensualmente e te chama de "serpente"? Ou alguém que canta em tom e semitom um funk insuportável no seu ouvidinho?
Parece absurdo, mas já soube de coisas bem piores. É complicado pensar no segundo e terceiro round se o primeiro acabou com um sonoro "vai minha a Amazona" ou se parece que o camarada acabou de reencontrar a mãe depois de 20 anos, chorando copiosamente depois do último raio de prazer.
A bem da verdade a mulherada também não fica para trás se a questão é a falta de senso. Em rápida incursão pelo mundo masculino, pude verificar que as "gritarias" são bola fora e que a maioria dos homens não acredita muito que gemer excessivamente alto é indício de prazer.
Podem pensar no máximo que temos a intenção de agradá-los, o que acaba não acontecendo.O ideal é deixar o lance fluir e só emitir aquilo que realmente se sente, aí vale tudo. Até gritar se for o caso.
Chato é saber que num momento tão bacana você está ouvindo o que rolou no último capítulo da novela ou no filme mais picante da Amber Lyn.
De qualquer forma, pra quem tem sempre que aturar dessas coisas, vale o consolo de que isso tudo é ainda melhor do a que a gafe clássica de ser chamada na cama por um nome que não é o seu.
sexta-feira, 16 de março de 2007
quarta-feira, 7 de março de 2007
Âmago
O que você realmente é?
O que você realmente você é e seria, independente do que lhe aconteceu, independente do que e de quem lhe rodeou?
O que você realmente você é e seria, independente do que lhe aconteceu, independente do que e de quem lhe rodeou?
Aforismo VI
Posso tentar tirar uma dúvida contigo se eu achar que estou procedendo indevidamente. E não se me disseres que estou agindo errado.
Aforismo V
O maior cabo eleitoral do PT não é o presidente Luís Inácio Lula da SIlva. O maior cabo eleitoral do PT é, de longe, Fernando Henrique Cardoso.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Aforismo IV
Eu não posso ser só um espelho. Algo de puro tem de vir de mim, independente do que me rodeia.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
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